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Sapientia

Repositório Científico da UAlg

 

Entradas recentes

Documentos das provas de agregação de Luis Miguel Nunes. Titulo da Lição: Risk Management
Publication . Nunes, Luís
O presente documento constitui o relatório pedagógico da unidade curricular de “Risk Management” (2 ECTS) apresentado no âmbito de Provas Públicas de Agregação na Universidade do Algarve, de acordo com o estabelecido no artigo 5º, alínea b) do Decreto-Lei nº239/2007, de 19 de junho: as provas de agregação são constituídas “pela apresentação, apreciação e discussão de um relatório sobre uma unidade curricular, grupo de unidades curriculares, ou ciclo de estudos, no âmbito do ramo do conhecimento ou especialidade em que são prestadas as provas”. In this subject we will study the general framework for risk management applied to the production, storage, transport, and use of chemical substances, having humans as the target receptors.(...)
Documentos das provas de agregação de Jorge Manuel Evangelista Baptista. Titulo da Lição: Análise e representação formal da 1ª restrição fundamental harrissiana e as construções com verbos auxiliares (lato sensu)
Publication . Baptista, Jorge
Sumário de lição elaborado para dar cumprimento ao disposto na alínea c) do Art.5º e alínea c) do n.º 2 do Art.8º do Decreto-Lei n.º 239/2007 de 19 de Junho, que regula o título académico de Agregado, e o Regulamento de Atribuição do Título Académico de Agregado da Universidade do Algarve, Despacho Reitoral n.º 2251/2020, de 17 de fevereiro. Esta lição foi concebida para ser realizada num momento inicial (semana 2) do programa da unidade curricular de Sintaxe, integrada no curso de Mestrado e Ciências da Linguagem, e cujo Relatório este Sumário acompanha. Nesta lição, analisa-se a 1ª restrição fundamental harrissiana (Harris, 1991, pp. 5, 53-61), a ordem parcial de entrada das palavras na frase, visando (i) a identificação das palavras que funcionam numa frase como operadores, isto é, palavras que selecionam argumentos, ou como argumentos elementares, ou seja, palavras que não selecionam argumentos; (ii) a determinação do domínio argumental de cada operador; e (iii) a classificação dos operadores quanto ao número e tipo de argumentos. Tratando-se da restrição mais importante do conjunto de restrições fundamentais que estão na base da teoria da Gramática Transformacional de Operadores (GTO) Harris (1976, 1978, 1982, 1991) a sua determinação é essencial para o desenvolvimento de toda a análise subsequente, envolvendo, igualmente, as restantes restrições fundamentais e complementares (de ordem metalinguística), às quais se fará referência ao longo da lição. Pretende-se, ainda, ilustrar a representação formal das diferentes construções de um operador com um verbo auxiliar, entendendo este ´ultimo em sentido lato, de forma a abranger não apenas os chamados verbos auxiliares de construções verbais, incluindo as construções passivas, mas também as construções adjetivais com os chamados verbos copulativos e, ainda, as construções com verbo-suporte (Gross, 1981, 1996; Baptista et al., 2022b; Baptista and Mamede, 2023).
Documentos das provas de agregação de Jorge Manuel dos Santos Gonçalves. Titulo da Lição: Mapeamento de habitats e biodiversidade marinha
Publication . Gonçalves, Jorge Manuel Santos
O presente Seminário tem como objetivo satisfazer o disposto no Decreto-lei nº239/2007, de 19 de junho para admissão a provas de Agregação. O mapeamento de habitats e biodiversidade marinha é essencial para o conhecimento da estrutura e funcionamentos dos oceanos. Este tipo de mapas serve de base para a avaliação do estado ecológico dos habitats marinhos e para o estabelecimento de medidas que visem a sua conservação, permitindo simultaneamente o desenvolvimento de atividades socioeconómicas sustentáveis, o ordenamento do espaço marinho e a literacia oceânica. A construção deste tipo de mapas assenta em mapas de batimetria e tipo de fundos (sedimentos e rochas), informação básica, sobre a qual mediante a utilização de uma adequada planificação de amostragem se conseguem identificar extrair padrões de distribuição das principais espécies, populações e comunidades e definir, consequentemente, os habitats associados. Esta amostragem dependerá muito dos objetivos, área a mapear, precisão do mapeamento e das técnicas disponíveis e passiveis de utilização. Estes habitats são organizados segundo a classificação de habitats pan-europeia EUNIS e de acordo com a seu estatuto de conservação ao abrigo de diretivas europeias como a Diretiva-habitats (Rede NATURA2000) ou de convenções internacionais (OSPAR, Barcelona, HELCOM, Bucareste). Os processos de amostragem biológica são muito diversificados e são diferentes consoante a profundidade e o tipo de fundo sendo os mais comuns para substratos subtidais móveis, o arrasto de vara, as dragas e trenós de vídeo e para os substratos subtidais rochosos, os censos visuais por mergulho, ROV e BRUV (Aula Práticas: Trabalhos de mar 1 e trabalhos laboratoriais 1 e 2). Já na zona de entremarés (intertidal) de substrato móvel os corers são a técnica mais utilizada, enquanto que para o rochoso, a técnica de censos visuais por quadrados, transectos por observação direta humana ou por drone são os mais comuns (Aula Práticas: Trabalhos de mar 2 e trabalhos laboratoriais 1). A construção de bases de dados georreferenciadas adequadas e a aplicação de a análise multivariada e de geoestatística permitem a modelação em ambiente SIG e a consequente construção de mapas de habitats (Aulas Teórico-práticas 1 e 2). Estes requerem uma análise estrita dos métodos aplicados de modo a construir de igual modo um mapa de confiança (probabilidade de erro) associado a qualquer mapa de habitats produzido. Os mapas produzidos são publicados em geoportais internacionais (e.g. EMODNET-Seabed habitats) para que possam ter uma aplicação imediata por um conjunto alargado de utilizadores.
A wise destination in construction: the role of technology in a geo-destination
Publication . Soeiro, Sofia Maria Vaz; Guerreiro, Maria Manuela Martins; Sequeira, Bernardete Dias
Os Geoparques Mundiais da UNESCO são territórios que se distinguem por integrarem património geológico de importância internacional com estratégias de desenvolvimento sustentável e envolvimento das comunidades locais (UNESCO, 2025c). O seu modelo de gestão holístico, focado em três áreas fundamentais - geoconservação, geoeducação e geoturismo (UNESCO, 2024) - alinha estes territórios com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da UNESCO (Gabriel, Moreira, Alencoão, Faria, Silva & Sá, 2018; United Nations, 2024) e, neste contexto, o geoturismo, em particular, é visto como uma ferramenta para alavancar a sustentabilidade económica, social e ambiental do território (UNESCO, 2024). Contudo, o geoturismo enfrenta novos desafios que refletem problemáticas globais no setor turístico, como o turismo de massas, que já afeta negativamente alguns geoparques (Drápela, Pánek, Boháč & Böhm, 2025). Embora o turismo possa ser um aliado vital na gestão de áreas protegias (Fernandes, Castro & Tracana, 2020; Gordon, 2018) é igualmente reconhecido como uma das indústrias com maior pegada ecológica (Dolnicar, 2020) Importa, no entanto, clarificar que os Geoparques Mundiais da UNESCO não são áreas protegidas, embora partilhem objetivos comuns relacionados com a conservação, a educação e o desenvolvimento sustentável. Neste contexto, o papel das tecnologias torna-se particularmente relevante, uma vez que podem apoiar a monitorização, a conservação do património e a gestão sustentável dos visitantes em territórios que não dispõem de um estatuto formal de proteção. Além disso, a complexidade de conceitos geológicos dificulta a sua comunicação de forma simples e eficaz, o que reforça a pertinência de estratégias de marketing alinhadas com perfis de públicos e facilitadoras de ações de interpretação mais eficazes, assim como potenciadoras de experiências turísticas apelativas para públicos não especializados (Dowling, 2011). A Declaração de Arouca, assinada em 2011, no âmbito do Congresso Internacional de Geoturismo realizado no geoparque Arouca, Portugal, é um documento orientador que estabelece os princípios do geoturismo, defendendo a inovação na valorização do património geológico e encorajando o recurso a novas tecnologias, em substituição de métodos tradicionais (Arouca Declaration, 2011). A literatura em gestão e marketing aplicada ao turismo e aos territórios, incluindo geoparques, tem vindo a explorar diversos conceitos para responder a estes desafios. Neste contexto, por exemplo, o slow tourism surge como uma alternativa ao turismo de massas que propõe a desaceleração do visitante em contexto de viagem através da sua imersão em experiências únicas (Mavric, Öğretmenoğlu & Akova, 2021; Valls, Mota, Vieira & Santos, 2019). A filosofia slow em geoparques da UNESCO não é inédita, embora escassa (Fusté-Forné, 2023). Trata-se de uma filosofia cujo modelo de desenvolvimento turístico de valorização do território converge com os princípios orientadores dos Geoparques da UNESCO (Fusté-Forné, 2023) e potencia abordagens inspiradas no turismo regenerativo que, além de mitigar eventuais efeitos negativos, procura enfatizar os impactos positivos através de ações regenerativas e transforadoras nos territórios, comunidades e visitantes através da experiência turística (Duarte, Cousins, Ficociello, Williams & Khowala, 2024). Neste contexto, a Arouca Declaration (2011) reconhece o papel das novas tecnologias no centro da construção de um destino smart. A literatura explora o conceito de smart destinations e esclarece que o seu foco é a utilização da tecnologia para otimizar a gestão do destino, melhorar a qualidade de vida dos residentes e aumentar a qualidade das experiências turísticas (Gretzel, Werthner, Koo & Lamsfus, 2015). As tecnologias têm sido vistas como ferramentas versáteis e adaptáveis, acessíveis e de fácil aceitação, especialmente por gerações mais jovens, com potencial para influenciar atitudes dos visitantes (Fassoulas, Nikolakakis & Staridas, 2022; Alyahya & McLean, 2022; Tussyadiah, Wang & Jia, 2017; Pradhan, Malik & Vishwakarma, 2023), melhorar a acessibilidade (Ozdemir, 2021; Beck, Rainoldi & Egger, 2019) e fomentar a co-criação (Jovicic, 2019). É neste cruzamento entre a necessidade de responder a desafios de longo prazo, integrar a sustentabilidade e inovar ao nível tecnológico que surge o conceito de wise destination. Definido como uma evolução das smart destinations, é uma estratégia de gestão do destino que integra as tecnologias de forma mais humana tirando partido dos benefícios do uso tecnologia, mas tendo em consideração a sustentabilidade, o envolvimento das comunidades, o bem-estar e a necessidade de criar equilíbrio oferecendo oportunidades para a desconexão (Coca-Stefaniak, 2020). Tendo como base uma extensa revisão de literatura, em particular, em torno dos conceitos de smart destination, slow tourism, turismo sustentável e regenerativo, é proposta uma framework conceptual que relaciona, no contexto de geoparques e geoturismo, conceitos como o wise destination e o papel de novas tecnologias na melhoria da experiência do visitante e na promoção de práticas de turismo sustentável, regenerativo e inclusivo. Apesar de reconhecido o seu potencial no contexto turístico contemporâneo, o conhecimento teórico e empírico sobre o conceito é escasso. Por exemplo, desde a conceptualização do conceito wise destination, foram desenvolvidos modelos conceptuais para um post-smart destination, na Indonésia (Kusumastuti, Pranita, Viendyasari, Rasul & Sarjana 2024; Pranita, 2023), mas ainda não foi explorado em geoparques e geoturismo. Assim, o objetivo deste estudo é explorar caminhos para desenhar uma estratégia de wise destination no contexto dos Geoparques Mundiais da UNESCO, com foco no Geoparque Algarvensis, localizado no Algarve, sul de Portugal, é um território que apresenta uma combinação de zonas costeiras, que, no verão são afetadas pelo turismo de massas, com áreas do interior de baixa densidade populacional, enfrentando desafios de coesão territorial e desenvolvimento sustentável. A nível económico, o turismo constitui uma das principais atividades, sendo o geoturismo uma oportunidade para diversificar a oferta, valorizar os recursos endógenos e promover uma maior ligação entre visitantes e comunidades locais. A investigação adotou uma abordagem qualitativa, dada a natureza exploratória do tema. Os dados foram recolhidos através de cinco focus groups com stakeholders do território do Geoparque Algarvensis: residentes, associações locais, entidades regionais de turismo e meio ambiente, operadores turísticos e os técnicos da equipa do geoparque. A análise temática permitiu organizar os resultados em seis dimensões: Geo-smart destination; Comunicação da marca; Sustentabilidade; Barreiras à implementação; Impactos do uso da tecnologia e Geo-wise destination. Os resultados deste estudo indicam um forte consenso entre os stakeholders sobre o potencial da tecnologia para transformar o Geoparque Algarvensis numa wise destination. Os participantes identificaram uma ampla gama de soluções tecnológicas, incluindo realidade virtual e aumentada, gamificação, redes sociais, entre outras, para criar smart experiences, imersivas e educativas, e promover um smart business ecosystem colaborativo entre os parceiros locais. Foi identificado o potencial da tecnologia para comunicar a marca Algarvensis, tornando conceitos geológicos complexos mais acessíveis e contribuindo para uma estratégia integrada de comunicação. Além disso, a tecnologia foi considerada uma ferramenta fundamental para promover a sustentabilidade através da monitorização dos visitantes, da conservação do património, por exemplo a proteção de locais vulneráveis ou inacessíveis através de alternativas virtuais e da melhoria da acessibilidade. Apesar desta perspetiva positiva, foram identificadas barreiras significativas, incluindo custos de implementação elevados, desafios operacionais como a falta de conhecimento técnico e fatores sociais relacionados com a literacia digital dos visitantes ou o desejo desconexão em períodos de lazer. Fundamentalmente, as conclusões reforçam o papel central das novas tecnologias no desenho de um destino smart mas, simultaneamente, identificam pistas que podem alavancar uma abordagem wise que envolve reinterpretar estrategicamente as fraquezas do território, como áreas sem internet, e transformá-las oportunidades para criar zonas de detox digital, num equilíbrio entre a inovação tecnológica e a promoção do bem-estar e a conexão autêntica com o território. Os resultados deste estudo contribuem para o avanço do conhecimento em torno do conceito wise destination, em articulação com tecnologias smart, num território onde o turismo slow e regenerativo definem uma estratégia alinhada com critérios da Arouca Declaration, (2011) para o geoturismo e os objetivos de desenvolvimento sustentável da United Nations (2024). As implicações para a gestão são também discutidas, nomeadamente em Geoparques Mundiais da UNESCO.
Documentos das provas de agregação de Joaquim António Belchior Mourato. Titulo da Lição: Gestão da performance
Publication . Mourato, Joaquim
Para candidatura ao título académico de agregado pela Universidade do Algarve, nos termos do Decreto-Lei nº 239/2007, de 19 de junho, alterado pelo Decreto-Lei 64/2023, de 31 de julho, e do Regulamento de Atribuição do Título Académico de Agregado da Universidade do Algarve (Despacho n.º 2251/2020, de 17 de fevereiro). Este documento apresenta o relatório da Unidade Curricular (UC) de Gestão da Performance como elemento da candidatura ao título de agregado pela Universidade do Algarve, no ramo do conhecimento de Ciências Económicas e Empresariais, especialidade Gestão, de acordo com o Decreto-Lei nº 239/2007, de 19 de junho, alterado pelo Decreto-Lei 64/2023, de 31 de julho. O referido Decreto-Lei possibilita a apresentação do relatório numa UC, grupo de UC’s ou ciclo de estudos. A minha escolha recaiu sobre a apresentação do relatório de uma UC, embora inicie o relatório por uma abordagem ao ciclo de estudos, adicionando um conjunto de propostas de reestruturação resultante de um processo recentemente desenvolvido, pela particularidade que irei apresentar. A escolha do curso de mestrado em Gestão de PME e da UC de Gestão da Performance deve-se ao facto de ter sido o primeiro ciclo de estudos de mestrado criado e implementado no Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), tendo iniciado o seu funcionamento no ano letivo 2008/9, em que tive o privilégio de ter coordenado o processo da sua criação, bem como assegurado a coordenação do curso por vários anos. Também fui o responsável pela lecionação da UC de Gestão da Performance desde o seu início, ano letivo 2008/9. Recentemente, participei num processo de revisão do curso, tendo resultado um conjunto de propostas de alteração, que começam agora a ser implementadas, ainda que faseadamente. Mesmo durante o período em que desempenhei as funções de Presidente do IPP, nunca deixei de lecionar a UC de Gestão da Performance, ainda que em parceria com outro colega. Quando terminei as funções de Presidente, em 2017, voltei a assumir a coordenação do curso. Estes factos dizem bem da minha longa ligação ao curso de Gestão de PME e à UC de Gestão da Performance. O meu interesse pelo controlo de gestão e a avaliação do desempenho das organizações já existia há alguns anos. Desde 2000 que lecionava a UC de Controlo de Gestão no curso de licenciatura em Gestão e desde 2005 que estudava e implementava um sistema de gestão integrado no IPP. Assim, a aposta nesta área científica foi natural e prolongou-se até hoje. O presente relatório reflete muito da minha prática docente nesta UC, desde o primeiro ano letivo em que a mesma foi lecionada (2008/2009), até ao ano letivo de 2021/2022. (...)