Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.1/1940
Título: A resolução de problemas, o raciocínio e a comunicação no primeiro ciclo do ensino básico: três estudos de caso
Autor: Veia, Luciano
Orientador: Ponte, João Pedro da
Palavras-chave: Professores
Concepções
Aprendizagem
Matemática
Resolução de problemas
Ensino
Práticas
Comunicação
Raciocínio
Data de Defesa: 1996
Resumo: Este trabalho pretende estudar as concepções e práticas de três professores do primeiro ciclo do ensino básico, pertencentes a três gerações diferentes, acerca da resolução de problemas, raciocínio e comunicação. Para isso procura dar resposta às seguintes questões: (1) Como encaram e como valorizam os professores a resolução de problemas, o raciocínio e a comunicação, como concretizam estas orientações curriculares na prática profissional e que dificuldades eventualmente sentem neste domínio? (2) Que factores relativos à sua atitude perante a profissão, à sua relação com a Matemática e à sua visão da aprendizagem os influenciam mais directamente e explicam o seu posicionamento? Nesta investigação utilizou-se uma metodologia de características qualitativas na variante de estudo de caso em que a recolha de dados se baseou em entrevistas, na observação directa de um conjunto de aulas de cada professor e na análise documental. A resolução de problemas é entendida pelos três professores como uma actividade que contribui para o desenvolvimento do raciocínio, possibilitando também o tratamento dos diferentes conceitos. No entanto, esta actividade não ocupa o mesmo lugar nas suas práticas. Para uma das professoras a resolução de problemas constitui a actividade fundamental nas suas aulas, existindo a preocupação de atender às vivências dos alunos e aos processos por eles utilizados durante o processo de resolução. Os outros dois professores revelaram possuir um reduzido conhecimento sobre esta actividade, atribuindo pouca importância ao processo de resolução, privilegiando essencialmente o seu papel como forma de aplicar os conceitos previamente ensinados. Para os três professores a exploração de actividades desafiadoras e não rotineiras é a estratégia adequada para o desenvolvimento da capacidade de raciocínio. Uma professora valoriza os passos seguidos pelos seus alunos, solicitando que estes explicitem os seus raciocínios. Os outros dois professores revelam dificuldades em propor actividades com estas características e em acompanhar os raciocínios utilizados pelos alunos. Em algumas ocasiões, as situações de sala de aula são geridas de modo que os problemas sejam resolvidos de acordo com a estratégia do professor. No que se refere à comunicação na sala de aula uma das professoras dá grande relevo à discussão, promovendo a negociação como forma de se chegar a consenso. Os dois professores mais jovens, embora considerem que a discussão constitui um excelente meio para ligar a Matemática à Língua Portuguesa e promover o confronto de ideias, revelaram dificuldade em gerir a discussão na sala de aula e em muitos casos limitaram-se a promover um diálogo professor-aluno. A relação com a Matemática parece influenciar positiva e negativamente a forma como os professores exploram as diferentes situações na sala de aula. Uma das professoras apresenta uma visão da aprendizagem centrada no aluno, organizando as suas práticas em função dos seus interesses e considerando-o o principal dinamizador das actividades. Para os outros dois professores, as actividades dos alunos realizam-se na sequência de propostas do professor a quem cabe o papel central na dinamização da sala de aula. Estes professores manifestam também que a sua principal preocupação se relaciona com o cumprimento do programa. Quanto à atitude perante a profissão, uma das professoras não mostra um grande envolvimento, apontando como razões a sua curta experiência, a reduzida formação e a falta de colaboração das colegas, preparando as suas aulas a partir de situações que retira dos manuais. Outro professor manifesta alguma desilusão perante a profissão, por considerar que o seu trabalho não é reconhecido pela sociedade, não mostrando grande interesse em introduzir alterações na sua prática lectiva. Finalmente, a professora cujas posições estão mais concordantes com as novas orientações curriculares vive a profissão numa atitude de permanente formação, envolvendo-se em diversas actividades, com reflexos positivos na sua prática pedagógica.
Descrição: Dissertação mest., Educação, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 1996
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.1/1940
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