Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.1/289
Título: A coroa, os mestres e os comendadores
as Ordens Militares de Avis de de Santiago (1330 - 1449)
Autor: Oliveira, Luís Filipe
Orientador: Mattoso, José
Krus, Luís
Palavras-chave: História
Época medieval
Ordens militares
Prosopografia
Coroa
Nobreza
Elites urbanas
Cruzada
Data de Defesa: 2006
Resumo: Com base na análise prosopográfica de um universo de 204 comendadores e de 19 mestres e administradores, discute-se a imagem aristocrática das ordens militares e sublinha-se o predomínio dos mestres e dos comendadores recrutados entre as elites urbanas até finais do século XIV. A análise da relação entre a Coroa e as ordens, que se manifestava sobretudo no controle das eleições dos mestres, permitiu verificar que o perfil destes se alterou decisivamente desde meados do século XIV, primeiro com a entrega das milícias a vassalos do monarca, depois aos fidalgos da Corte, e, já no século XV, aos infantes da família real. Por via dessa alteração, o ambiente social das ordens modificou-se e aumentou gradualmente o número de professos nobres, sem que as milícias se convertessem, porém, em espaços exclusivamente destinados aos fidalgos do reino. Apesar destes processos, que sublinhavam a subordinação das ordens aos desígnios da Coroa e acentuavam a importância do benefício por detrás dos ofícios, mais evidente no caso dos mestres, isso não erodiu por completo aquela que fora a vocação inicial das milícias, isto é, a defesa da Cristandade e o combate aos infiéis. Diversos indícios sugerem, na verdade, que a entrega dos mestrados aos infantes era parte de um projecto mais vasto de cruzada em África, dirigido por uma monarquia que começava a apresentar-se como a vanguarda da fé.
Based upon prosopographical studies of 204 commanders and 19 masters and lay administrators, the author challenges the traditional view of the military orders as institutions suited for nobles and controlled by them. By recalling the urban origin of the militias, which is usually forgotten, the author stresses the frequent recruitment of brethren from urban social groups and even from families of more modest status. On the other hand, the data collected allowed him to verify a paramount change in the recruitment policies by the end of the 14th century. By then, noblemen became prevalent amongst the brethren, even if the orders did not turn into an exclusive club to the nobles of the kingdom. It was further suggested that the aristocratization of the orders and the consequent transformation of their social environment must be related to the increasing influence of the Crown, a fact which has been noticed by some historians and has become a sort of common wisdom. The Crown´s control wasn’t read, however, as a process of nationalization. On the contrary, it was suggested that the ‘service of the king’ became embedded with the ‘service of God’, as the Crown opened the crusade in Africa (1415) and began to present itself as the vanguard of the Christian faith.
Descrição: Tese de Doutoramento , História, especialidade de História Medieval, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2006
URI: http://hdl.handle.net/10400.1/289
Designação: Doutoramento em História, especialidade de História Medieval
Aparece nas colecções:UA01-Teses

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