Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.1/2956
Título: Vivências académicas dos alunos do Ensino Superior
Autor: Tietzen, Ana Maria dos Santos
Orientador: Jesus, Saul Neves de
Palavras-chave: Adaptação à universidade
Vivências académicas
Ensino superior
Actividade física
Expectativas
Trabalhador estudante
Consumo de tabaco, álcool e estupefacientes
Data de Defesa: 2010
Resumo: A transição para o ensino superior implica muitas mudanças na vida dos estudantes que constituem, frequentemente, acontecimentos de vida stressantes. Esta transição obriga a um ajuste social, emocional e à adopção de estratégias de coping necessárias para enfrentar as exigências próprias do ambiente académico. A saída de casa, separação da família, amigos e vizinhos, maior autonomia, entre outras, são, para alguns estudantes, fonte de níveis moderados ou mesmo elevados, de stresse que propiciam crises adaptativas que reflectem os diferentes mecanismos adaptativos de cada jovem, próprios da sua maturidade psicológica. Como as vivências académicas são moduladas por inúmeros aspectos, procurou-se englobar, neste estudo, alguns dos que, mais frequentemente, são apontados como tendo impacto superior. Esta dissertação examina as vivências académicas e alguns comportamentos, frequentemente, associados a estas, tais como o consumo de tabaco, álcool ou estupefacientes e a prática da actividade física. Para além destes, outros aspectos, como por exemplo, as expectativas, a opção a que corresponde o curso em que se ingressou, a idade, o género, o ser trabalhador estudante ou estar deslocado da sua residência habitual e, ainda, a percepção de saúde são referidas por vários autores como estando associadas às vivências académicas. No presente estudo de Mestrado, procurou-se conhecer melhor influência destes factores nas vivências académicas dos estudantes do ensino superior. O objectivo da presente investigação é responder ás perguntas seguintes: As vivências académicas são influenciadas pela prática de actividade física? Em que circunstâncias a actividade física pode contribuir para melhores vivências? E os comportamentos aditivos, qual é a sua relação com as vivências académicas, percepção de saúde e actividade física? De que modo as expectativas ou o facto de o estudante estar deslocado, de exercer uma profissão em paralelo ao curso, ou mesmo o facto de ser pai ou mãe contribuem para as vivências académicas? A opção, a que corresponde o curso ou a instituição frequentada, influência as vivências académicas? Este trabalho é composto por duas partes. A primeira trata da revisão da literatura, de modo a permitir a identificação de conceitos que envolvem as temáticas destacadas, ou seja, vivências académicas, transição para o ensino superior, expectativas, comportamentos aditivos, prática de actividade física, emoções e bem-estar, actuação clínica e psicológica. A segunda parte, deste trabalho, debruça-se sobre a metodologia, recolha de dados, instrumentos utilizados e análise subsequente. Aos estudantes, da Universidade do Algarve e do Instituto Superior D. Afonso III, foi distribuído o questionário das vivências Académicas, versão reduzida de Almeida, Soares e Ferreira (2001), ao qual foi adicionado um questionário de caracterização da amostra, em termos sócio-demográficos, percepção de saúde, prática de actividade física e comportamentos de consumo de álcool, tabaco e estupefacientes. A amostra é constituída por 1062 alunos, de vários cursos, do primeiro ao último ano. Esta inclui alunos de licenciatura, pós-graduação e mestrado, de duas instituições do ensino superior, Universidade do Algarve e Instituto Superior D. Afonso III. Este estudo revelou que os alunos com uma percepção de bem-estar global e físico, mais positiva, sem ansiedade e sem sintomas depressivos, apresentam uma melhor adaptação académica. Por outro lado, também, o exercício de uma actividade profissional, e a não adesão a comportamentos aditivos, como o consumo de tabaco, álcool, e estupefacientes se confirmaram serem factores que influenciam significativamente a adaptação académica dos alunos. É possível afirmar que os alunos que possuem uma percepção de saúde mais positiva, expectativas mais realistas, que praticam regularmente actividade física e entraram no curso e no estabelecimento de sua primeira opção apresentam índices de adaptação académica superiores. Adicionalmente verificou-se também, que os alunos que praticam regularmente actividade física possuem uma percepção de saúde mais positiva. Foi entre os alunos com percepção de saúde mais negativa que se observou um número superior de consumidores de tabaco e estupefacientes.
Descrição: Dissertação de mest., Psicologia Clínica e da Saúde, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Univ. do Algarve, 2010
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.1/2956
Designação: Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde
Aparece nas colecções:UA01-Teses

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