Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.1/4808
Título: Appraising the influence of the external environment on the type of innovation introduced in the market by the enterprise. Evidence from portuguese management consultancy enterprises
Autor: Jesus, Bruno
Orientador: Fernandes, Sílvia
Cesário, M.
Palavras-chave: Inovação
Inovação aberta
Ambiente externo
Cooperação
Consultoria de gestão
CHAID
Data de Defesa: 2014
Resumo: O objectivo principal desta dissertação é abordar questões importantes sobre o efeito do ambiente externo em diferentes tipos de inovação nas empresas de consultoria de gestão, com fundamentação no paradigma de “Inovação Aberta” de Chesbrough. Outros estudos baseiam-se frequentemente num conceito geral de inovação. Esta dissertação distingue o conceito de inovação em quatro tipos diferentes: (1) produto / serviço, (2) processo, (3) organizacional, e (4) marketing. Esta distinção prende-se pela necessidade de abordar questões relevantes sobre o efeito do ambiente externo em cada tipo de inovação, analisando se um determinado tipo de fonte de informação ou agente de cooperação, estimula com maior intensidade as atividades de inovação da empresa do que outro. Tendo em conta a densidade do objectivo principal foi necessário diferenciá-lo em três complementares, de forma a responder adequadamente ao proposto. Primeiro, avaliar a propensão para a utilização de fontes externas de informação e de cooperação no tipo de inovação apresentada ao mercado, por parte destas empresas. Segundo, identificar quais as fontes de informação e agentes de cooperação que foram mais utilizados para alcançar um certo tipo de inovação. Por último, segmentar as empresas tendo em consideração o tipo de inovação que apresentaram ao mercado. Este estudo utiliza dados secundários provenientes do Inquérito Comunitário à Inovação CIS 2010, referente à informação sobre inovação das empresas, para os anos 2008, 2009 e 2010. O questionário foi dirigido directamente às empresas, a fim de reunir dados sobre o seu desempenho na inovação, bem como sobre uma variedade de fatores que podem influenciar as atividades inerentes. De acordo com o próprio CIS trata-se de uma amostra seleccionada de forma aleatória, sendo cada empresa representativa de empresas com a mesma actividade económica, classe de dimensão e região a que pertence. Para este estudo foi considerada uma sub-amostra de 374 entidades representativas do comportamento inovador das empresas pertencentes ao setor da consultoria. De acordo com os objectivos pretendidos, a técnica Chi-square Automatic Interaction Detection (CHAID) foi utilizada para analisar a amostra, a fim de criar modelos de classificação baseados em árvores de decisão. A escolha centrou-se na capacidade da técnica gerar segmentos capazes de descrever da melhor maneira possível a variável dependente. As quatro árvores obtidas através do CHAID, uma para cada uma das quatro variáveis dependentes consideradas (inovação de produto/serviço, inovação de processo, inovação organizacional e inovação de marketing) permitiram obter evidências consideráveis no sentido de dividir a amostra em dois grandes grupos - empresas inovadoras e não inovadoras. Segmentos com diferentes características surgiram a partir da análise das tabelas crosstabs estabelecendo padrões comportamentais em relação à utilização de agentes de cooperação e de fontes de informação nas atividades de inovação. As empresas que declararam ser inovadoras têm uma propensão para cooperar com outros agentes nas suas atividades de inovação. Quatro formas de cooperação foram identificadas como sendo significantes para a distinção entre inovadoras e não inovadoras, uma interna e três externas: (1) “cooperação dentro da própria empresa ou grupo a que esta pertence noutros países da Europa”, (2) “cooperação com fornecedores de equipamentos, materiais, componentes ou software noutros países da Europa”; (3) “cooperação com laboratórios ou instituições privadas de I&D em Portugal”; e (4) “cooperação com universidades ou outras instituições de ensino superior em Portugal”. No que diz respeito a fontes de informação utilizadas destacaram-se três tipos: (1) “informação disponibilizada dentro da própria empresa ou grupo a que esta pertence”; (2) “clientes ou consumidores”; e (3) “laboratórios ou Instituições privadas de I&D em Portugal”. A análise da árvore CHAID referente à inovação de produto/serviço revelou dois segmentos de empresas inovadoras. O primeiro desenvolve atividades de cooperação “dentro da empresa ou grupo de empresas” e considera importante “clientes/consumidores” como fonte de informação. Este grupo é composto principalmente por grandes empresas cuja sede está situada num país fora da Europa, promove os serviços a nível nacional e tem uma elevada percentagem de colaboradores com formação superior. O segundo grupo compreende empresas que utilizam agentes de cooperação (mas não dentro da própria empresa ou grupo a que esta pertence) e também atribuem importância a “clientes/consumidores” como fonte de informação e nas suas atividades de inovação. O perfil resultante enquadra principalmente médias empresas com sede em Portugal, dirigidas ao mercado nacional e com uma taxa elevada de funcionários com diploma universitário. Relativamente à inovação de processo, um segmento distinguiu-se na árvore CHAID, evidenciou-se o grupo que coopera com “fornecedores de equipamentos, materiais, componentes ou software noutros países da Europa” e simultaneamente confere importância à fonte de informação “dentro da empresa ou grupo de empresas”. Este segmento é constituído por médias empresas focadas no mercado nacional, com alta percentagem de colaboradores com grau académico e com sede num país da Europa. Apenas um segmento se diferenciou na árvore CHAID respeitante à inovação organizacional. Estas empresas optam pelo agente de cooperação “laboratórios ou instituições privadas de I&D em Portugal” e atribuem importância à fonte de informação “dentro da empresa ou grupo de empresas”. No que respeita ao perfil, este grupo é constituído maioritariamente por médias empresas com sede em Portugal, que promovem os serviços a nível nacional e têm uma elevada percentagem de colaboradores com formação superior. Dois segmentos importantes surgiram na árvore CHAID relativa à inovação de marketing. A utilização do agente de cooperação “universidades ou outras instituições de ensino superior em Portugal” e da fonte de informação “dentro da empresa ou grupo de empresas” corresponde ao primeiro. Este segmento apresenta um perfil característico de empresas de grande dimensão com alta percentagem de colaboradores com grau académico, estão direcionadas para o mercado nacional e têm a sua sede num país Europeu. O segundo confere importância às fontes de informação “clientes ou consumidores” e “dentro da empresa ou grupo de empresas”. O perfil resultante enquadra principalmente médias empresas com sede em Portugal, dirigida ao mercado nacional e uma taxa média de 50% de funcionários com diploma universitário. Por último, cerca de 50% das empresas da amostra, em cada uma das quatro análises, não apresentaram uma inovação ao mercado durante o período referido. Este grupo não inovador não atribuiu qualquer importância às fontes de informação, quer internas quer externas e ignorou qualquer tipo de cooperação com outros agentes. Em termos de perfil, este grupo é composto sobretudo por pequenas empresas com sede localizada em Portugal, está mais orientado para um mercado local/regional e emprega uma pequena percentagem de trabalhadores com estudos superiores.
Descrição: Dissertação mest., Mestrado em Gestão Empresarial, Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, 2014
URI: http://hdl.handle.net/10400.1/4808
Aparece nas colecções:FEC1-Teses
UA01-Teses

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