Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.1/482
Título: Desenvolvimento e aprendizagem de habilidades motoras fundamentais (lançar e pontapé) em crianças de 3 e 4 anos, associados a diferentes contextos de aprendizagem
Autor: Xabregas, Nuno Miguel
Orientador: Carvalhal, Isabel Mourão
Palavras-chave: Educação de infância
Desenvolvimento
Aprendizagem
Padrão do lançar
Padrão do pontapear
Avaliação quantitativa
Avaliação qualitativa
Factores sócio-culturais
Data de Defesa: 2007
Resumo: O estudo teve como objectivo principal verificar qual o impacto de dois Contextos de Aprendizagem em Situação de Ensino Dirigido e em Situação de Ensino Livre, no desenvolvimento e aprendizagem das habilidades manipulativas (lançar e pontapé) em crianças de 3 e 4 anos, que frequentaram o ensino Pré-escolar. A amostra foi constituída por 145 crianças, que frequentavam o ensino Pré-escolar, divididas em dois grupos (experimental e controlo). No desenho quase experimental utilizado, ambos os grupos foram submetidos a um pré-teste e a um pós-teste. Os grupos experimentais foram sujeitos à aplicação de unidades experimentais de ensino, direccionadas para a aprendizagem de habilidades manipulativas com bola, de 14 sessões com 30 minutos de duração, em dois contextos de aprendizagem (dirigido e livre), com a duração de dois e quatro meses, enquanto que o grupo de controlo não foi sujeito a qualquer tipo de programa de ensino. Foram utilizadas medidas de avaliação quantitativas e qualitativas para ambas as habilidades. Na avaliação quantitativa do lançar foi aplicada a Preschool Test Battery (PTB) desenvolvida por Morris, Atwater, Williams e Wilmore (1981, cit. por Neto, 1987) e para o pontapé uma adaptação do teste de Flichum (1981, cit. por Neto, 1987). Na avaliação qualitativa do lançar utilizou-se a checlist, do modelo de componentes de Roberton (1984) e para o pontapé, a checlist da análise por componentes de Williams (1983). Os dados relativos às variáveis de âmbito sócio-cultural foram recolhidos através de questionários preenchidos pelos Encarregados de Educação dos alunos. Para comparar os progressos qualitativos intra-grupo foi utilizado o teste de Wilcoxon e para os progressos quantitativos o t teste para amostras emparelhadas. Para comparar os ganhos qualitativos entre grupos utilizou-se o teste de U de Mann-Whitney e os ganhos quantitativos o teste de t para amostras independentes. Para comparar os ganhos quantitativos nos diferentes contextos de aprendizagem foi utilizada a análise de variância (Anova). Para verificar a interacção entre variáveis sócio-culturais, motoras e ganhos quantitativos foi utilizado o modelo geral multivariado (GLM). Quando comparamos os ganhos quantitativos nos dois grupos (experimental e controlo), apesar do grupo experimental ter apresentado uma média de ganhos superior nas duas habilidades, não foram registadas diferenças estatisticamente significativas. Comparando os quatro contextos de aprendizagem, relativamente aos ganhos quantitativos, verificámos que o contexto de ensino dirigido, com a duração de 4 meses, foi o que obteve maior eficácia, nas duas habilidades. Comparando qualitativamente os grupos experimentais, verificamos para o lançar progressos nas cinco componentes: Acção do pé; acção do tronco; acção do braço (rot. p/a); acção do braço (úmero) e acção do braço (antebraço) e para o pontapé nas componentes: Tronco e cabeça; acção do braço; acção da perna e controlo. Quando comparados os contextos de aprendizagem com o grupo de controlo, verificou-se que no lançar, os contextos de aprendizagem de ensino dirigido, revelaram maior eficácia na execução das componentes corporais. Na habilidade de pontapé todos os contextos de ensino/aprendizagem apresentaram diferenças qualitativas estatisticamente significativas, quando comparados com o grupo de controlo. Para a habilidade lançar, verificaram-se interacções estatisticamente significativas com os ganhos do produto nas variáveis: local de tempo livre no interior onde a criança costuma brincar, na prática desportiva organizada da mãe nos seus tempos livres e por fim com a actividade organizada da criança de natureza desportiva ou artística, realizada num clube. Na habilidade de pontapé verificámos interacção estatisticamente significativa com a variável irmão quatro anos mais velho. Os resultados do nosso estudo evidenciam que o impacto dos dois contextos de aprendizagem (dirigido e livre) no desenvolvimento e aprendizagem das habilidades lançar e pontapear é diferente, dependendo do critério de avaliação utilizado, qualitativo ou quantitativo. Registaram-se progressos qualitativos nas duas habilidades quer no contexto dirigido, quer no livre. Os progressos quantitativos foram superiores no contexto dirigido de 4 meses para as duas habilidades.
Descrição: Dissertação de mest., Ciências da Educação, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2007
URI: http://hdl.handle.net/10400.1/482
Designação: Mestrado em Ciências da Educação. Especialização em Educação de Infância
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