Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.1/5508
Título: Differential requirements of aPKC activity within different epithelial tissues
Autor: Prudêncio, Pedro António Pereira
Orientador: Martinho, Rui Gonçalo
Nolasco, Gustavo
Palavras-chave: Células epiteliais
aPKC
Polaridade celular
Data de Defesa: 2009
Resumo: Epithelial tissues are essential during morphogenesis and organogenesis. During development, epithelial tissues undergo several different remodeling processes, from cell intercalation to cell change shape. An epithelial cell has a highly polarized structure, which is important to maintain tissue integrity. The mechanisms that regulate and maintain apicobasal polarity and epithelial integrity are mostly conserved among all species and in different tissues within the same organism. aPKC-PAR complex localizes in the apical domain of polarized cells, and its function is essential for apicobasal polarization and epithelial integrity. In this work we characterized two novel alleles of aPKC: a temperature sensitive allele (aPKCTS), which has a point mutation on a kinase domain, and another allele with a point mutation on a highly conserved amino acid within the PB1 domain of aPKC (aPKCPB1). Analysis of the aPKCTS mutant phenotypes, lead us to propose that during development different epithelial tissues have differential requirements of aPKC activity. More specifically, our work suggests de novo formation of adherens junctions (AJs) is particularly sensitive to sub-optimal levels of apkc activity. Analysis of the aPKCPB1 allele, suggests that aPKC is likely to have an apical structural function mostly independent of its kinase activity. Altogether our work suggests that although loss of aPKC function is associated to similar epithelial phenotypes (e.g., loss of apicobasal polarization and epithelial integrity), the requirements of aPKC activity within these tissues are nevertheless likely to vary.
As estruturas epiteliais são das mais abundantes num organismo multicelular. Duranteo desenvolvimento, os tecidos epiteliais são remodelados e passam por processos de morfogenese, servindo para compartimentalizar regiões corporais e formar estruturas durante a organogenese. No decurso destes processos, as células epiteliais sofrem rearranjos morfogeneticos, tanto na sua forma como propriedades adesivas. Estas alterações são altamente reguladas em termos espaço-temporais, e alguns exemplos são a constrição da zona apical e a intercalação celular (onde conjuntos de células se reorganizam para promover o alongamento do tecido num determinado eixo. Os mecanismos moleculares que regulam estes processos têm vindo a ser muito estudados, e muitos dos genes e proteínas envolvidos estão conservados desde levedura a humanos. As células epiteliais apresentam uma estrutura altamente polarizada, com um domínio apical e basal bem definidos e aos quais estão associados distintos complexos moleculares. Esta compartimentalização é uma das principais características das células epiteliais. Um dos complexos fundamentais na regulação da polarização celular é o complexo PAR-aPKC. Este complexo é constituído por uma cinase serina/treonina, a aPKC, cuja actividade de cinase é necessária para a localização e estabilização adequada de proteínas no domínio apical. Esta proteína é igualmente necessária para a exclusão, por fosforilação, de proteínas basais do domínio apical. A localização apical e a activação de aPKC são dependentes da interacção com PAR6. Bazooka (PAR3) também faz parte deste complexo e é fosforilada por aPKC. Esta fosforilação é importante para regular a localização das junções aderentes, e consequentemente a adesão intercelular. Estudos relizados em células MDCK e em Drosophila, mostram que a ausência de aPKC resulta na perca de estrutura epitelial em diversos contextos de desenvolvimento. No presente trabalho foram isolados dois novos alelos de aPKC, em Drosophila melanogaster. Um destes alelos apresenta fenotipos sensíveis á temperatura (aPKCTS). Clonagem e sequenciação dos mutantes revelam que a mutação se encontra no domínio de cinase. Analise estrutural da proteína sugere que esta mutação, juntamente com o aumento da temperatura, destabiliza a estrutura do domínio de cinase, o que indica que aPKCTS pode ser uma cinase-TS. O outro alelo isolado, aPKCPB1, possui uma mutação num aminoácido bastante conservado do domínio PB1, que se julga afectar a interacção entre esta proteína e PAR6. A análise de viabilidade dos dois novos mutantes isolados mostrou que o alelo aPKCPB1 é 100% letal, quer maternal quer zigoticamente, como os alelos já publicados para aPKC. O alelo aPKCTS é maternalmente 100% letal, independentemente da temperatura. Contudo, os fenótipos zigóticos de aPKCTS são dependentes da temperatura. Enquanto que à temperatura permissiva este alelo é 100% viável e os adultos não apresentam defeitos observáveis, à temperatura restritiva (30ºC), estas o mutante é 100% letal. Esta observação sugere que diferentes epitélios têm diferentes necessidades em relação à actividade de aPKC. Fenotipicamente, o mutante materno do alelo aPKCTS apresenta perca de estrutura epitelial durante a extensão da banda germinal, de acordo com o descrito para os allelos publicados da aPKC. Enquanto que todos os tecidos observados dos mutantes zigoticos (epitelio folicular, asas, abdómen) são fenotipicamente normais a temperaturas permissivas, a temperaturas restritivas são observados defeitos de encapsulamento dos cistoblastos pelo epitelio folicular durante a oogenese. Curiosamente, quando se remove uma cópia de aPKCTS, o epitelio folicular manifesta o mesmo fenotipo. Esta observação reforça a ideia que diferentes estruturas epiteliais poderão ter diferentes necessidades em relação à actividade de aPKC. Esta ideia é reforçada pelo aparecimento defeitos no fecho dorsal do abdómen adulto a temperaturas semi-restritivas. A análise dos estadios iniciais da oogenese sugere que algumas células precursoras do epitelio folicular falham a transição de mesenquimal para epitelial, enquanto que as que conseguem esta transição inicial, uma vez feita conseguem manter a estrutura epitelial. Todos estes resultados sugerem que há uma actividade intrínseca à aPKC que é particularmente importante durante processos que involvem a formação de novo junções aderentes entre células. Esta actividade não será tão limitante para a manutenção de uma identidade epitelial já estabelecida. Apesar destas observações, ainda não conseguimos comprender em promenor como é que o sistema está a ser afectado nestes mutantes. Como já mencionamos, alguns tecidos podem requerer mais actividade de aPKC para determinados processos, tais como a formação de novo de junções aderentes. Alternativamente, noutras fases do desenvolvimento e/ou noutros tecidos, a sua actividade pode não ser tão limitante, explicando assim os fenotipos observados. Por outro lado, estes requrimentos de actividade podem ser mais específicos, e o que é mais limitante é a fosforilação de um determinado substrato em diferentes contextos de desenvolvimento. Em relação ao alelo de aPKCPB1, a análise de clones no epitelio folicular, mostrou um fenótipo muito mais penetrante que o aPKCTS. Neste caso, nenhuma das células precursoras do epitelio folicular faz a transição de mesenquimal para epitelial, resultando num conjunto de células que envolvem a câmara ovárica sem qualquer organização epitelial. Adicionalmente, a proteína mutante de aPKCPB1 não se localiza apicalmente nas células da ectoderme embrionária, apesar de os seus níveis de expressão serem normais. Estas observações sugerem a localização apical da aPKC está associada a uma função estrutural, independente da sua função de cinase. No geral, o nosso trabalho sugere que, embora a perda da função de aPKC esteja associada a fenótipos epiteliais semelhantes (por exemplo, perda de polarização apicobasal e integridade epitelial), as exigências da atividade aPKC nestes tecidos, podem no entanto variar.
URI: http://hdl.handle.net/10400.1/5508
Designação: Mestrado em Engenharia Biológica
Aparece nas colecções:UA01-Teses

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