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Título: Efeito do caudal do Guadiana na estrutura das comunidades de crustáceos macrobentónicos do estuário
Autor: Leitão, Tânia
Orientador: Chícharo, Luís
Palavras-chave: Teses
Crustáceos
Ecossistemas
Rio Guadiana
Caudal
Data de Defesa: 2008
Resumo: O objectivo do presente trabalho foi o de relacionar a estrutura das comunidades de crustáceos macrobentónicos do estuário do Guadiana com as variações interanuais do caudal do Rio Guadiana. A hipótese subjacente a este trabalho foi a de que o rápido impacto antropógenico que ocorreu na bacia do Guadiana durante o ultimo século e que culminou com a construção da barragem do Alqueva em 2002, causou a redução e regularização do caudal do rio e terá provocado alterações da estrutura das comunidades e de macro-crustáceos na zona do estuário. Para avaliar essa hipótese compararam-se dois anos hidrológicos diferentes: caudal elevado (2001) e caudal reduzido (2002), bem como a composição de crustáceos, macrobentónicos nos perídos de Verão de 2001, 2002 e 2008. No total das amostragens, foram identificadas 14 espécies de crustáceos, sendo as mais abundantes Crangon crangon, Palaemon longirostris e Carcinus maenas. Em 2001 a espécie mais abundante foi o Palaemon longirostris, no entanto em 2002 a espécie mais abundante foi Crangon crangon. A análise multivarada evidenciou alterações na estrutura da comunidade de crustáceos, tanto espacial como temporalmente, alterações na salinidade e na clorofila a. Com efeito em 2002 verificou-se um aumento da salinidade na zona do alto estuário que terá permitido que a distribuição de Crangon crangon tenha ocorrido também no zona do alto estuário. Eventualmente, como consequência da regularização e redução do caudal nas amostragens efectuadas no mês de Julho de 2008 identificou-se, pela primeira vez nesta zona, a presença do camarão Palaemon macrodactylus, uma espécie invasora de origem asiática. Como os crustáceos macrobentónicos constituem um elo fundamental nos processos de transferência de energia ao longo da teia trófica, alterações nos grupos dominantes podem ter consequências para o funcionamento do ecossistema estuarino e costeiro. Assim, e considerando o impacto de alterações no caudal nas comunidades de crustáceos, sugere-se a monitorização destas comunidades como forma de avaliar o funcionamento do ecossistema estuarino e a biodiversidade.
Descrição: Dissertação de mest., Biologia Marinha, Faculdade Ciências do Mar e do Ambiente, Universidade do Algarve, 2008
URI: http://hdl.handle.net/10400.1/617
Designação: Mestrado em Biologia Marinha
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