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dc.contributor.advisorCarvalho, Isabel Saraiva de-
dc.contributor.authorLourenço, Daniela Pedro-
dc.date.accessioned2017-09-14T13:54:06Z-
dc.date.available2017-09-14T13:54:06Z-
dc.date.issued2016-11-28-
dc.date.submitted2016-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.1/9949-
dc.descriptionDissertação de mestrado, Engenharia Biológica, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade do Algarve, 2016-
dc.description.abstractEste trabalho teve como objetivo principal a avaliação das atividades antioxidantes e antidiabéticas de sete plantas do Algarve. Para tal foram usadas infusões aquosas a quatro temperaturas diferentes (25, 50, 75 e 95°C), de forma a determinar qual a melhor planta e qual a melhor temperatura. As plantas testadas, selecionadas pela sua relevância na medicina tradicional e usadas comumente pelas populações, foram a Centaurium erythraea Rafn. (CE) ou fel-da-terra, a Cistus ladanifer L. (CL) ou esteva, a Myrtus communis L. (MC) ou murta, a Rosmarinus officinalis L. (RO) ou alecrim, e três tipos de tomilhos: Thymbra capitata (L.) Cav. (TC), Thymus albicans Hoffmanns & Link (TA) e o Thymus lotocephalus G. López & R. Morales (TL). As infusões foram feitas usando as partes aéreas das plantas secas (inicialmente reduzidas a um pó grosseiro). Destas 0,5 g foram adicionadas a 20 mL de água, previamente aquecida em banho-maria à temperatura desejada. Após 15 min (sem agitação) as infusões foram filtradas e devidamente armazenadas a - 20°C no congelador até à realização dos testes. No teor em conteúdo de fenólicos totais a infusão MC apresentou de um modo geral os valores mais elevados para as quatro temperaturas testadas (25, 50, 75 e 95°C) variando entre os valores médios de 356 e 383 mg GAE/g dw. A infusão CE por sua vez apresentou valores inferiores variando entre 43 e 50 mg GAE/g dw. No conteúdo de flavonoides totais a infusão CL obteve valores superiores às restantes plantas ao variar entre os 46 e 29 mg QE/g dw enquato na TC foram obtidos os valores inferiores, entre os 5 e os 8 mg QE/g dw. Na atividade antioxidante total ambas as infusões de CL e MC voltaram a apresentar os maiores valores e muitos próximos entre si, variando entre 404 e 615 mg AAE/g dw para a CL e entre 465 e 531 mg AAE/g dw para a MC. Os menores valores obtidos foram os da infusão CE que variaram entre 216 e 255 mg AAE/g dw. Quanto aos métodos redutores avaliados, RP e FRAP, a infusão MC demonstrou, mais uma vez, ter maior atividade do que as restantes variando entre 200 e 317 e 848 e 943 mg TE/g dw, respectivamente. Novamente a infusão de CE apresentou os valores inferiores em ambos os métodos variando entre 28 e 35 e 53 e 72 mg TE/g dw para o RP e FRAP, respetivamente. Relativamente à captura de radicais livres, nomeadamente no DPPH e no ABTS, a infusão MC foi uma vez mais a que apresentou melhores resultados, ou seja, valores de IC50 (concentração de extrato para a qual 50% dos radicais livres são capturados) mais baixos variando entre os 11 e os 15 μg/mL, enquanto a CE foi novamente a planta com os piores resultados, e neste caso com o IC50 mais elevado variando entre os 331 e os 446 μg/mL. Todas as infusões apresentaram valores menores de IC50 no método do DPPH quando comparados com os valores obtidos pelo método do ABTS. Foi seguidamente quantificada a proporção de amarelos, vermelhos e azuis das infusões obtidas a 25 e a 75°C, através de um método de análise de cor, sendo o amarelo a cor em maior proporção. Em simultâneo a atividade antidiabética foi avaliada pelo método da α- amilase sendo possível obter resultados nas infusões de MC, CL e CE. Para tal foi usada uma reta de calibração com acarbose e para a temperatura de 25ºC. A infusão CE apresentou o valor de 192, a CL obteve 674 e a MC obteve um valor de 2004 μg AcE/g dw. A 75ºC todas as infusões exceto a CE e a TC apresentaram actividade antidiabética, sendo que a CL obteve o maior valor com 946 μg AcE/g dw e a TA o menor valor com 154 μg AcE/g dw. O método da α-glucosidase foi testado para as infusões a 25ºC e mais uma vez a CL e MC foram as que apresentaram melhores valores (acima de 4000 mg AcE/g dw) e CE foi novamente a que obteve um valor inferior de 16 mg AcE/g dw. De toda a avaliação realizada neste estudo de um modo geral os melhores resultados foram obtidos nas infusões feitas a 75°C e, por outro lado, a 50°C os piores. As infusões obtidas a partir das plantas RO, TC, TA e TL (as aromáticas) apresentaram um comportamento semelhante em todos os métodos. Verificou-se também que as plantas aromáticas (RO, TC, TA e TL) foram ao longo dos métodos realizados as que sofreram uma maior variação de valores em cada temperatura de infusão, sugerindo que estas são mais influenciadas pela temperatura do que as restantes. O oposto foi verificado para as infusões de CE, CL e MC, sugerindo que mesmo variando a temperatura de extração, os compostos bioativos presentes prevalecem. Por fim, com o auxílio do programa SPSS® 22 foi possível fazer as correlações entre os diferentes métodos e verificou-se que as correlações eram significativas entre todos eles. Apesar de serem significativas, quando se correlaciona o TFC com os restantes métodos estas são menores e as melhores são do RP com o TPC e FRAP. Fizeram-se ainda três dendrogramas a partir dos quais é possível verificar as diferenças entre os métodos testados e as infusões. Para os métodos foram identificados três clusters, um com o TFC, outro com o TAA e os restantes constituem o terceiro cluster. Relativamente à análise por plantas outros três clusters foram identificados, um correspondente às infusões das plantas aromáticas, outro para as infusões MC e CL e finalmente a CE. No terceiro dendrograma são apresentadas todas as infusões a cada temperatura de extração e cinco clusters foram identificados, três deles com uma única infusão cada (CE, MC e CL), os outros dois correspondem, no geral, às infusões das plantas aromáticas mas agrupadas por temperaturas (25 e 50°C; 75 e 95°C). É possível concluir que, ao contrário da fel-da-terra (CE) que apresentou os piores resultados, plantas como a murta (MC) e a esteva (CL) têm um forte potencial antioxidante e antidiabético (ainda subaproveitado), essenciais para a prevenção e tratamento de muitas doenças inflamatórias, degenerativas e vários distúrbios, resultantes em grande parte do stress oxidativo.pt_PT
dc.language.isoengpt_PT
dc.rightsopenAccesspt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/pt_PT
dc.subjectPlantas medicinaispt_PT
dc.subjectAtividade antioxidantept_PT
dc.subjectAtividade antidiabéticapt_PT
dc.subjectCompostos fitoquímicospt_PT
dc.titleAntioxidant and antidiabetic properties of medicinal plant infusionspt_PT
dc.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.grantorUniversidade do Algarve, Faculdade de Ciências e Tecnologia-
thesis.degree.levelMestre-
thesis.degree.nameEngenharia Biológicapt_PT
dc.identifier.tid201707918pt_PT
dc.subject.fosDomínio/Área Científica::Ciências Naturais::Ciências Biológicaspt_PT
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