Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.1/6837
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dc.contributor.advisorFerré, Pedro-
dc.contributor.advisorBuescu, Helena Carvalhão-
dc.contributor.authorAlves, Carlos Miguel Botão-
dc.date.accessioned2015-09-28T13:21:04Z-
dc.date.available2015-09-28T13:21:04Z-
dc.date.issued2014-
dc.date.submitted2014-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.1/6837-
dc.description.abstractO presente trabalho de investigação em literatura abrange um conjunto sistémico de ideias e de conceitos oriundos das correntes sapienciais do pensamento oriental, que foram tomados por Antero de Quental nos seus sonetos, e por Manuel da Silva Mendes nos seus ensaios, e tomaram um lugar central na sua mundivisão, através de um processo elaborado de tradução cultural, enformando a sua interpretação da realidade e estruturando o seu pensamento. No seio de debate sobre o Orientalismo, foi nossa intenção sublinhar o papel activo que estes autores de língua portuguesa desempenharam no diálogo cultural entre a Europa e o Oriente. Tendo como objectivo central a compreensão de como é que estes dois autores activaram um conjunto de estratégias e de instrumentos para efectivarem uma real tradução cultural, a fim de poderem inserir elementos da sabedoria e da filosofia orientais (budista e taoista) nos seus sistemas de interpretação do Mundo e do Homem, efectuámos uma análise detalhada das suas obras, de acordo com um enquadramento teórico bem definido. Se é verdade que, por um lado, Antero de Quental teve um contacto indirecto com o Oriente cultural, sobretudo através de traduções, já Silva Mendes, que viveu em Macau durante cerca de três décadas, teve um diálogo directo e contínuo com os orientais. Todavia, o que é relevante é que os dois pertencem a uma geração de grande empenhamento político e social, para além de fecunda do ponto de vista literário. Para além disso, ambos desenvolveram uma reflexão profunda que se estendeu pelos campos da metafísica e da ética, facto que trouxe às suas obras uma densidade e um alcance único, especialmente no contexto português. Se Antero de Quental tem já uma posição bem estabelecida no contexto do sistema literário de língua portuguesa, Manuel da Silva Mendes é bem menos conhecido, muito possivelmente porque passou a sua vida em Macau, apartado dos centros de cultura e de decisão, onde construiu uma carreira docente e de causídico. Sendo autores dos finais do séc. XIX e do início do séc. XX, ambos tiveram, ao longo de várias décadas, uma actividade poética e filosófica bastante importante. A sua obra, aliás, influenciou de forma marcante o diálogo intercultural da literatura portuguesa e europeia com o oriente sapiencial. Pensamos que estudos como este que apresentamos, são essenciais no mundo do dealbar do séc. XXI, pois que se colocam como um desafio académico a uma reflexão intercultural, com vista a poder desencadear um diálogo mais racional e uma compreensão mútua mais aprofundada com a Alteridade, que nos possam conduzir a uma tão desejada paz global.por
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectLiteratura portuguesapor
dc.subjectPoesiapor
dc.subjectEstudos literáriospor
dc.subjectOrientalismopor
dc.subjectBudismopor
dc.subjectTaoismopor
dc.titleA sabedoria oriental na obra poética de Antero de Quental e ensaística de Manuel da Silva Mendespor
dc.typedoctoralThesispor
thesis.degree.disciplineLiteraturapor
thesis.degree.grantorUniversidade do Algarve. Faculdade de Ciências Humanas e Sociaispt_PT
thesis.degree.levelDoutorpor
thesis.degree.nameDoutoramento em Literaturapor
dc.identifier.tid101479743-
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UA01-Teses

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