Júlio, IsabelSerralheiro, AnaMarta, Susana Sofia Évora2026-05-082026-05-082025-11-20http://hdl.handle.net/10400.1/28905A “dor no peito” é uma das principais queixas mais comuns tanto no serviço de urgência quanto nos serviços de cuidados primários. Estima-se que 20% a 40% da população em geral sofrerá de dor no peito em algum momento da sua vida. Alguns autores referem que a prevalência da angina de peito nos países desenvolvidos encontra-se entre 2% a 7%. A angina de peito resulta de isquemia miocárdica, sendo uma preocupação clínica primária em doentes que apresentam sintomas torácicos. A isquemia miocárdica ocorre através de um desequilíbrio entre as necessidades e o aporte de oxigénio ao miocárdio, resultando em um aporte insuficiente de oxigénio para atender às necessidades metabólicas do coração. A causa mais comum da angina de peito é a doença arterial coronária, a qual poderá ocorrer com obstrução das artérias coronárias ou sem obstrução das artérias coronárias. Uma abordagem centrada no indivíduo, combinando estratégias farmacológicas, interventivas e de estilo de vida, é essencial para a gestão da angina, redução do risco cardiovascular e melhoria da qualidade de vida O tempo é crucial na gestão da síndrome coronária aguda e a fatalidade subsequente pode ser significativamente diminuída com a confirmação rápida do diagnóstico deste quadro clínico e da abordagem terapêutica de acordo com as guidelines estabelecidas. Os exames de diagnóstico são morosos e as troponinas cardíacas, por vezes, não são consideradas fidedignas, pois os seus níveis aumentam apenas cerca de três horas após o início dos sintomas. Daí a importância de que novos biomarcadores, com maior sensibilidade e especificidade, devam ser identificados para auxiliarem no diagnóstico rápido e precoce. Apesar de ainda não existirem biomarcadores de referência para a deteção específica de angina de peito, os biomarcadores citados parecem ser promissores. Será necessário desenvolver novos estudos para validar e confirmar esses resultados."Chest pain" is one of the most common main complaints in both the emergency department and primary care services. It is estimated that 20% to 40% of the general population will suffer from chest pain at some point in their life. Some authors report that the prevalence of angina pectoris in developed countries is between 2% and 7%. Angina pectoris results from transient myocardial ischemia and is a primary clinical concern in patients presenting with thoracic symptoms. Myocardial ischemia occurs through an imbalance between the needs and supply of oxygen to the myocardium, resulting in an insufficient supply of oxygen to meet the metabolic needs of the heart. The most common cause of angina pectoris is coronary artery disease, which can occur with or without coronary artery obstruction. An individual-centered approach, combining pharmacological, interventional and lifestyle strategies is essential for managing angina, reducing cardiovascular risk and improving quality of life. Time is crucial in the management of acute coronary syndrome and subsequent fatality can be significantly decreased with rapid confirmation of the diagnosis of this condition and therapeutic approach according to guidelines. Diagnostic tests are time-consuming and cardiac troponins are sometimes not considered reliable, as their levels increase only about three hours after the onset of symptoms. Hence the importance of new biomarkers with greater sensitivity and specificity should be identified to assist in rapid and early diagnosis. Although there are still no reference biomarkers for the specific detection of angina pectoris, some of the biomarkers mentioned seem to be promising. Further studies will be needed to validate and confirm these results.porDorPectorisAnginaIsquemiaDiagnósticoAngina de peito: revisão bibliográfica da abordagem diagnósticamaster thesis204081548