Mendes, António Rosa2013-02-282013-02-282008978-972-9341-72-4AUT: AME00966;http://hdl.handle.net/10400.1/2507O regime absolutista desenvolveu-se e consolidou-se no ambiente das guerras confessionais subsequentes ao grande cisma protestante. Sobretudo a França, que sob Luís XIV viria a ser o modelo do absolutismo europeu, debateu-se, desde o último quartel do século de Lutero – tomemos por baliza o massacre dos huguenotes em Paris, no dia de São Bartolomeu, ano de 1572 – com sucessivas e cruentas lutas civis, nas quais tensões religiosas e afrontamentos políticos se imbricavam e acirravam mutuamente, radicalizando os campos em confronto. Nem o Édito de Nantes, promulgado por Henrique IV em 1598, concedendo alguns direitos cívicos e cultuais aos sectários da igreja reformada, logrou garantir tolerância e estabilidade duradouras. Em breve o homem forte de Luís XIII, Richelieu, esmagava a ferro e fogo a sublevação huguenote de La Rochelle (1628). Seguir-se-ia um período de governo em que o crescente autoritarismo do cardeal-ministro teve de fazer frente, sem nunca conseguir neutralizá-las por inteiro, a contínuas conspirações da aristocracia e à oposição dos parlamentos.porHistóriaAbsolutismoNotas sobre a doutrina do absolutismo: Bossuet e Pufendorf. Hobbesbook part