Branco, AntónioCasimiro, Ana Margarida Coelho Guerreiro2012-09-142012-09-142004821.134.3"04/14".09 CAS*Apr 1http://hdl.handle.net/10400.1/1638Dissertação de mest., Literatura Portuguesa, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Univ. do Algarve, 2004A figura de Nuno Álvares Pereira, fixada nas crónicas medievais, foi, ao longo dos séculos, recuperada e apropriada por diversos autores que, face ao contexto histórico em que viviam, viam na Literatura um meio de intervenção ideológica e na figura do herói medieval um exemplo eficaz. Deste modo, foi mantida sempre viva a imagem desta personagem, sendo que a sua apresentação foi sendo condicionada pelos factores contextuais que levavam à sua invocação. Para efectuar o estudo às várias recuperações da figura, foram seleccionados momentos da História de Portugal em que, numa situação de crise nacional, foram produzidas obras que recuperaram a vida de Nuno Álvares. Assim, podemos verificar que no século XVII, durante o período dos Filipes, a construção da figura de Nuno Álvares teve como objectivo fortalecer a imagem da Casa de Bragança e apelar aos ideais de liberdade e autonomia. Já no século XIX, condicionado pelo Romantismo, é-nos apresentado um Nuno Álvares da nobreza, que é adúltero e fraco, física e espiritualmente. Como reacção ao Ultimato inglês, foram produzidas obras que veiculam a imagem de um homem psicologicamente mais complexo, relativamente ao que fora fixado nas crónicas medievais. Finalmente, no século XX é feito um investimento muito grande na vertente religiosa do herói, condicionado pelo processo de canonização e pela ideologia do Estado Novo. Posto isto, torna-se evidente a relação estreita e indissociável entre a época em que as obras foram escritas, a crise então vivida, as intenções do autor e a imagem que resultou da apropriação efectuada.porNuno Álvares PereiraCrónica do CondestávelCrónica de D. João IApropriação ideológicaNacionalismoCriseA apropriação ideològica da figura de Nuno Álvares Pereira em momentos de crise nacionalmaster thesis