Veríssimo, HumbertoCapela, FabioCabral, DanielaValente, Maria JoãoValente, Maria JoãoCarvalho, António Faustino2024-12-202024-12-202024http://hdl.handle.net/10400.1/26523No decorrer dos trabalhos desenvolvidos nos anos de 2020 e 2021 no Cerro do Castelo de Alferce, Monchique, identificou-se um conjunto de materiais faunísticos correspondente à ocupação do local entre os séculos IX e XI d.C. Apresentam-se aqui os resultados do seu estudo, por ora preliminares, pois o sítio continua a ser intervencionado, sendo expectável o aparecimento de mais fauna no futuro. A fauna identificada, apesar de pouco numerosa (n=383), é variada, existindo restos de mamíferos, aves, moluscos e peixes. Esta variabilidade revela o aproveitamento de recursos espalhados por uma vasta área territorial, nomeadamente nas zonas costeiras, como atestado pela presença de animais marinho-estuarinos. Em relação aos restos faunísticos de origem marinha ou estuarina, a presença de amêijoa-boa (Ruditapes decussatus) e ostra redonda (Ostrea cf. edulis) demonstram sistemas de comunicação e/ou redes comerciais com o litoral, visto que nas imediações do sítio as condições ambientais não apresentam as condições necessárias para a existência natural destas espécies. Nos mamíferos abundam os domésticos, principalmente os caprinos (>55% dos restos determinados), sendo predominante a cabra (Capra hircus) em relação à ovelha (Ovis aries). Esta situação está provavelmente relacionada com a maior abundância daquelas em contextos montanhosos como os da serra de Monchique.porZooarqueologiaIslâmicoPovoado fortificadoEcossistema de montanhaA alimentação no Garb al-Andalus: resultados preliminares das escavações no Castelo do Alferce, Monchiqueconference object10.34623/7qb4-5744