Boto, Sandra2017-03-182017-03-182013978-989-8377-51-0http://hdl.handle.net/10400.1/9075Ao longo da sua História, os Estudos Literários têm vivido cíclicos momentos de aproximação ao paradigma das Ciências, fascinados pelo seu discurso de rigor e objetividade e tentando importá-lo para as suas metodologias e técnicas. isto é particularmente visível ao nível da metalinguagem de que determinadas disciplinas e correntes das Letras se munem, através da apropriação de metáforas oriundas do mundo científico. exemplo do que acabamos de enunciar é a Crítica Genética, disciplina que assume como objeto de estudo o "laboratório da escrita"de um autor, metáfora de rigor que se materializará e se oferecerá ao leitor necessariamente através de uma edição ou edições de texto. A perspectiva assumida é a de que o editor genético ou crítico-genético ordena e dota de lógica o processo de construção do texto literário, racionalizando-o, portanto.No entanto, procuraremos reflectir sobre como esta aparência de racionalismo ancorado numa metodologia que pretende erradicar o caos, iluminando a construção da obra literária, disfarça, por seu turno, a imposição de uma subjetividade emergente, que é a do editor que escolhe variantes também em função de uma sua leitura do texto, o que não é mais do que a sua leitura do mundo e da arte. Convocamos, para tal, um conjunto de exemplos editoriais.porCrítica textualCrítica genéticaLiteraturaEdiçãoDo laboratório da escrita à escrita de laboratório: reflexões sobre genética textual, ciência e literaturabook part