Carvalho, João Carlos Firmino Andrade de2018-08-212018-08-212017-10Carvalho, João Carlos, “A Peregrinação de Fernão Mendes Pinto e os limites da interpretação”, in Almeida, Isabel (org.), Peregrinaçam 1614, Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa, outubro de 2017, pp. 225-230.978-972-9376-46-7AUT: JCC00856;http://hdl.handle.net/10400.1/10759Terminada a peregrinação aventurosa de Fernão Mendes Pinto (decorrida entre 1537 e 1558), começou (entre 1569/70 e 1578/80) a escrita da aventura e da peregrinação dos sentidos e significações no interior da própria narrativa autobiográfica romanceada, enunciada, na perspectiva de Stegagno Picchio(1), na primeira pessoa do anti-herói-indivíduo. Todavia, depois dessa segunda aventura/peregrinação (a da escrita) começou ainda uma terceira: a da leitura- -recepção-interpretação, quer mesmo antes da sua publicação, quer, sobretudo, a partir de 1614(2). De facto, o problema da veracidade da extraordinária peregrinação vertida na narrativa coloca-se logo no século XVII e a sua discussão prolonga-se pelos séculos XVIII e XIX, tornando-se aporética com a visão que insiste em lê-la como narrativa documental e, simultaneamente, descrê da sua credibilidade enquanto tal.porA Peregrinação de Fernão Mendes Pinto e os limites da interpretaçãobook part