Marques, Vera RibeiroCosta, Filipe André Santos2015-11-162015-11-1620132013http://hdl.handle.net/10400.1/7049Dissertação de mestrado, Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade do Algarve, 2013A diabetes mellitus do tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica que resulta de um processo de resistência à ação da insulina e da incapacidade de secreção compensatória de insulina pelas células β do pâncreas. Por conseguinte, a hiperglicemia é a principal manifestação clínica desta patologia. Representado cerca de 85 a 90% dos casos totais de diabetes, a DM2 é uma verdadeira pandemia de prevalência progressivamente aumentada nestas últimas décadas sobretudo devido ao sedentarismo e aos maus hábitos alimentares. Por vezes, outras patologias, tais como a hipertensão arterial (HTA) e a dislipidemia, associam-se à DM, sendo também estas comorbilidades um importante fator de risco de doenças cardiovasculares. Assim, é igualmente importante não só tratar a DM nestes doentes, mas também a hipertensão arterial e/ou a dislipidemia caso sofram destas comorbilidades. As principais diretrizes terapêuticas recomendam a utilização dos inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs) ou dos antagonistas do recetor da angiotensina II (ARAs) para o tratamento da HTA e de estatinas ou fibratos para o tratamento da dislipidemia. No entanto, estas diretrizes não têm em consideração a significativa variabilidade interindividual observada na resposta terapêutica. Deste modo, a farmacogenómica tenta explicar a variabilidade observada entre os indivíduos através do estudo de polimorfismos nos genes que codificam as enzimas, os transportadores e os alvos terapêuticos dos vários fármacos para que se possa futuramente alcançar uma terapia individualizada. Apesar de a farmacogenómica já ter dado resultados bastante promissores da sua aplicabilidade na terapêutica destas patologias, são ainda necessários mais estudos para determinar quais os polimorfismos que influenciam significativamente a resposta dos antidiabéticos orais, dos anti-hipertensores e dos antidislipidémicos.porCiências farmacêuticasDiabetes mellitus tipo 2Hipertensão arterialTerapêuticasFarmacogenómicaPolimorfismosA importância da farmacogenómica na terapêutica da diabetes mellitus tipo 2 e de comorbilidades associadas (hipertensão e dislipidemia)master thesis201728524