Bebianno, Maria João da Anunciação FrancoLopes, Belisandra Maria Martins2011-09-072011-09-072009504 LOP*Ava Cavehttp://hdl.handle.net/10400.1/627Tese dout., Ciências e Tecnologias do Ambiente, Universidade do Algarve, 2009O crescimento da actividade industrial verificada durante o século passado resultou num rápido aumento da entrada de uma grande variedade de contaminantes orgânicos potencialmente tóxicos no ambiente estuarino e zonas costeiras, tais como os hidrocarbonetos do petróleo. A costa Portuguesa é atravessada por alguns dos principais e mais movimentados Esquemas de Separação de Tráfego (ESTs) de navios de/para o Mediterrâneo, Norte da Europa, África e América, apresentando um risco considerável de poluição marinha. Nesta dissertação, o impacto de hidrocarbonetos do petróleo (fracção alifática e aromática) foi avaliada pelo uso integrado de análises químicas e de respostas bioquímicas específicas, como o citocromo P450 (componente principal do sistema MFO) em mexilhões Mytilus galloprovincialis recolhidos em 8 locais da costa Sul de Portugal. A concentração dos hidrocarbonetos alifáticos (HAs) e aromáticos policíclicos (PAHs) avaliada nos mexilhões permite discriminar entre locais com contaminação ambiental elevada a muito elevada (Vilamoura-VM e Olhão-OL) e locais onde a contaminação ambiental apresenta valores considerados de base (Faro-FR e Tavira-TV). A variação sazonal revela concentrações mais elevadas no Outono e Inverno, relativamente à Primavera e ao Verão. Os n-alcanos, isoprenoides e PAHs individuais indicam contaminações petrogénicas e pirolíticas, com origem em petróleo/óleo não queimado, combustão incompleta de combustíveis fósseis e combustão de biomassa. A acumulação de hidrocarbonetos nos tecidos dos mexilhões decresce ao longo do tempo, indicando uma redução da influência antropogénica e uma melhoria geral das condições ambientais. A variação sazonal e espacial da concentração de citocromo P450 (CYP450) apresenta o mesmo padrão que o dos hidrocarbonetos, existindo uma relação significativa entre si. Os mexilhões foram transplantados de um local limpo (TV) para um local contaminado (VM), e vice-versa. Nos ensaios de vi transplante os organismos acumulam hidrocarbonetos de modo diferente, adquirindo os mexilhões características do local para onde foram transplantados. A acumulação de hidrocarbonetos está directamente relacionada com a concentração de CYP450, enfatizando o metabolismo deste tipo de compostos pelo mexilhão M. galloprovincialis.application/pdfporTesesAmbienteAmbiente aquáticoHidrocarbonetos de petróleoMexilhõesMytilus galloprovincialisAvaliação da contaminação por hidrocarbonetos de petróleo em mexilhões Mytilus galloprovincialis da costa sul de Portugal. O sistema MFO como biomarcador de contaminaçãodoctoral thesis101193890