Santos, Ana ClaraMestre, Alice do Carmo2011-09-072011-09-072008821.133.1.09 MES*Fig Cavehttp://hdl.handle.net/10400.1/838Dissertação de mest., Literatura, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2008Este projecto pretende retratar a evolução da personagem mítica de Jocasta da Antiguidade ao teatro francês. Para isso, estudámos cinco obras de diferentes épocas: Oedipe Roi de Sófocles, Oedipe de Pierre Corneille, La Thébaide de Jean Racine, La Machine Infernale de Jean Cocteau e Oedipe de André Gide. O nosso estudo está dividido em três partes numa perspectiva diacrónica: a primeira parte evidencia a metodologia adoptada (mitocrítica e mitanálise) e apresenta um estudo do mito de Édipo na obra de Sófocles. Os dois métodos escolhidos, apesar de semelhante, apresentam algumas diferenças teóricas: enquanto a mitocrítica se concentra exclusivamente no mito literário e no seu estudo através da análise rigorosa dos textos, a mitanálise não se restringe ao suporte textual mas estuda o que envolve a sua criação (sociedade, período histórico). Seguindo este último tipo de análise, percebemos que Jocasta não se insere na sociedade patriarcal da Antiguidade, já que toma várias vezes o lugar de chefe de família e não se reduz à sua condição de mulher. A segunda parte, que contempla o período clássico, está dividida em duas sub-partes, a primeira dedicada a Corneille e à sua obra, e a segunda dedicada a Racine. Apesar de viverem no mesmo século, estes dois autores apresentam uma personagem bem diferente. A Jocasta de Corneille, tal como as suas personagens em geral, provoca a admiração do público pela sua força, enquanto que a de Racine o comove pela sua fraqueza. A terceira e última parte incide sobre a reescrita do mito de Édipo durante o século XX, com principal incidência na obra de Cocteau e de Gide. A modernidade apresenta-nos primeiro uma personagem madura e determinada a esconder a verdade para não comprometer a sua felicidade e para se esconder dos olhares acusadores que ela tanto receia. A segunda personagem mostra-se desinibida e caprichosa ao longo da peça e apenas alcança a serenidade através da morte.application/pdfporTesesLiteratura francesaEstudos literáriosTeatroMitologiaA figura mítica de Jocasta no teatro francês: do século XVII ao século XXmaster thesis