Palazón, AlfonsoCucinotta, CaterinaTavares, MiriamDourado, Ana PatríciaBranco, Sérgio Dias2026-04-102026-04-102025978-989-9127-77-7http://hdl.handle.net/10400.1/28648Entre as tantas abordagens possíveis aos processos de criação, aquela que olha para os seus materiais é, sem dúvida, uma das que ganhou maior relevância nos estudos fílmicos. O cinema como um campo de criação profuso em materiais, desde o seu advento, reunindo o diverso através da experimentação, é um rico caminho por onde penetrar os estudos das materialidades e da sua contribuição para o estudo dos processos criativos. As materialidades da criação muitas vezes documentam os princípios direcionadores de um processo e carregam em si marcas das escolhas feitas pelos artistas, em diálogo com os procedimentos, as técnicas, os métodos e as teorias que estruturam o fazer. São, por isso, consideradas entre os principais objetos de estudo de muitas investigações sobre os processos de criação, entre outros, pelo potencial de arquivo da criação que lhe é inerente, enquanto registos vivos dos processos (Salles, 2020), na sua história de transformação, no caminho tensivo que os artistas tecem entre os limites e as possibilidades da matéria, entre a tradição e a experimentação, entre o conhecido e o por-conhecer que as matérias carregam.porMaterialidades da criação no cinema: matérias e ofícios da imagem em movimentobook10.34623/tw7z-4542