Mariano, Alexandra de Brito2013-09-262013-09-262009CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESTUDOS CLÁSSICOS, 7, Évora 2008 - Espaços e paisagens: antiguidade clássica e heranças contemporâneas: Vol.2 Línguas e Literaturas: Idade Média, Renascimento, Recepção. Coimbra: [s.n.]. 2 vols., vol. II, pp. 395-404.978-972-98142-2-8AUT: AMA01388;http://hdl.handle.net/10400.1/2917Em meados de Setecentos, o brasileiro José Basílio da Gama escreve o poema latino Brasilienses aurifodinae [ ] ([Roma], c. 1762), inscrevendo-o numa longa tradição de poesia didáctica que vai, nesta época, evidenciar-se em textos, produzidos quer na Europa, quer no Novo Mundo, cujo referente é o ouro, bem como a sua mineração. Em apoio desta ideia é convocado o testemunho de poemas como o Aurum (Paris, 1703), escrito pelo inaciano francês Antoine le Febvre, o Metallurgicon (Tyrnau, 1748), da autoria do clérigo húngaro Joseph Bartakovics e a Rusticatio mexicana (Bolonha, 1782; sobretudo nos livros 7.º e 8.º), do jesuíta guatemalteco Rafael Landívar. Evidencia-se, desta forma, o facto de que a poesia didáctica, cultivada desde a Antiguidade Clássica mais temporã, persistiu, atravessando a época medieval e mesmo a idade moderna, plasmando-se em poéticas de distintos usos linguísticos e de níveis diversificados do incipiente detalhe científico, mas sempre com explícitas intenções didácticas; podem, hoje, ser encaradas como exemplos da nascente curiosidade científica da Companhia de Jesus, bem como do seu comprometimento pontual com a mineração aurífera.porSetencentosHistória da CiênciaCompanhia de JesusNeolatimAméricasMineraçãoAs minas de ouro das Américas, novos espaços para a imaginação científicajournal article