Muralha, JoãoGomes, SérgioVale, AnaJorge, Vítor Oliveira2025-02-032025-02-032021http://hdl.handle.net/10400.1/26725Durante a Pré-história recente, a paisagem do Alto Douro foi alterada por parte de comunidades em processo de consolidação do sistema agro-pastoril. Neste processo de territorialização, determinados pontos desta paisagem foram marcados através da construção de recintos murados. Estas construções – que articulariam elementos pétreos, em terra e madeira – encontram-se implantadas em lugares naturalmente destacados, sendo o dispositivo arquitetónico uma estratégia de reforço desta cenografia natural. Uma estratégia assente num íntimo diálogo entre micro e macro-topografias, redefinindo práticas espaciais e temporais. Com efeito, estes dispositivos arquitetónicos teriam sido o palco de diferentes dinâmicas sociais, constituindo-se como lugares monumentais de negociação de relações intra e inter-comunitárias (Jorge, 1994, 1999; Jorge et al, 2006; Lopes, 2019). Os trabalhos de prospeção arqueológica desenvolvidos em áreas que abrangem parte das bacias hidrográficas da ribeira da Teja e dos rios Torto e Côa permitiram contabilizar cerca de 23 prováveis recintos, sugerindo uma paisagem fortemente marcada por este tipo de sítios. No que diz respeito a trabalhos de escavação, foram intervencionadas duas estações: Castelo Velho de Freixo de Numão (Lopes, 2019) e Castanheiro do Vento (Muralha et al., 2019; Cardoso, 2010; Vale, 2011).porPré-história recenteRecintos muradosArquiteturaDeposiçõesTopografias dos recintos murados da Pré-História recente do Alto Douro: o caso do Castanheiro do Vento (Horta do Douro, Vila Nova de Foz Côa)book part10.34623/jd0k-0677