Correia, Paulo2026-05-192026-05-192024http://hdl.handle.net/10400.1/28999É sobejamente conhecido, sobretudo entre os folcloristas (mas que também é sentido pela gente comum) que a milenar literatura de tradição oral entrou em decadência por ter perdido a sua função de entreter e educar os povos nas sociedades industriais ou pós-industriais. As primeiras recolhas de literatura oral aconteceram no século xix por ação do ideário do Romantismo, onde se considerava que quem representava o “espírito” das várias nações era o “povo” e suas tradições, sobretudo as de transmissão oral. Os dois primeiros países a interessar-se por essa tradição armazenada na memória de indivíduos pertencentes a uma população maioritariamente rural, foram a Alemanha e a Grã-Bretanha. Simultaneamente, foram também estes países que começaram mais cedo a sua Revolução Industrial, com consequências trágicas para as sociedades campesinas. Com plena consciência da rápida desintegração das condições que permitiram a este conhecimento memorial ser transmitido oralmente através das gerações, e verificando no terreno que a cada década que passasse era cada vez mais difícil encontrar testemunhos válidos do mesmo, lançaram o alarme: é preciso salvar o que ainda é possível salvar, antes do seu desaparecimento total, registrando essas tradições através da escrita em suportes duradouros, como os livros.porLes rondalles que l’arxiduc no va publicarjournal article