Martins, Ana TeresaGonçalves, Micaela2015-11-192015-11-1920142014http://hdl.handle.net/10400.1/7078Dissertação de mestrado, Psicologia Clínica e da Saúde, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2014Alguns autores têm-se dedicado ao estudo do julgamento moral de acordo com as características de personalidade, normais e patológicas. Indivíduos com determinadas características como, por exemplo, narcísicas e antissociais têm revelado uma tendência para responder, em circunstâncias sociais, de forma moralmente desadequada. Perante este desajustamento social alguns investigadores têm testado sujeitos com características patológicas e normais da personalidade em tarefas de julgamento moral. Neste contexto, tivemos como principal objetivo perceber se as características de personalidade podem influenciar a forma como os sujeitos elaboram julgamentos de ações morais. Para o efeito, foram avaliados, numa primeira análise, 51 participantes subdivididos em três grupos (16 com personalidade Compulsiva, 18 com personalidade Histriónica e 17 com personalidade Narcísica). Esta subdivisão foi feita com recurso a um inventário de personalidade e sintomatologia. Todos os participantes responderam a uma bateria de provas cognitivas e a um paradigma experimental de julgamento moral. Os resultados sugerem a existência de diferenças significativas entre o grupo de sujeitos narcísicos e os restantes participantes, com os primeiros a apresentarem um padrão atípico de respostas. Este padrão é caracterizado por uma resolução fria e utilitária em resposta a determinados dilemas morais onde muitas vezes se terá de sacrificar a vida de alguém inocente. Estes resultados serão discutidos com a literatura atual acerca do tema.porPsicologia da saúdeJulgamento moralPersonalidadeCaraterísticasProcessamentoEmoçõesSerá que a nossa estrutura de personalidade influencia a forma como realizamos julgamentos morais?master thesis202463265