Costa, Miguel Reimão2012-11-132012-11-132012AU: MRC01698;http://hdl.handle.net/10400.1/1822As aldeias de montanha têm sido marcadas, no último meio século, por um processo de transformação profunda que se inscreve num quadro de forte recessão demográfica e de falência das economias rurais tradicionais. A esta transformação tem correspondido uma significativa diversidade de situações que poderá ser percetível no interior de um mesmo núcleo ou resultar evidente da comparação de aldeias mais ou menos próximas com características bastante diferenciadas. Pretende-se retomar aqui a discussão em torno “às arquiteturas que celebram ou esconjuram a história e a tradição”, procurando reconhecer as diferentes circunstâncias que marcam a transformação dos aglomerados tradicionais, considerando o abandono de muitos conjuntos edificados, a reconstrução de outros, os modelos e tipologias características da emigração, a valorização do património e o propósito da sua conservação ou a reinvenção de uma tradição, por vezes, com recurso a elementos insólitos na arquitetura vernacular. Os aglomerados que consideraremos a este propósito localizam-se numa área que se estende dos planaltos da Freita às vertentes meridionais de Montemuro, passando pelas serranias da Arada e de São Macário, correspondendo aos territórios de montanha do norte da Beira que, no interflúvio entre Vouga e Douro, marcam a transição do espaço atlântico para o espaço transmontano.porTerritórios de montanhaArquitetura tradicionalCasa do emigranteDesertificaçãoConservação do patrimónioSobre a tradição e a transformação em arquitetura: as aldeias da Beira entre a Freita e Montemuroconference object