Simões, Helena RalhaDias, Marília Alexandra Machado2011-09-072011-09-07200737.04 DIA*Sup Cavehttp://hdl.handle.net/10400.1/361Dissertação de mest., Supervisão, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Univ. do Algarve, 2007Com este estudo tentou-se fazer uma ligação entre a supervisão e a resiliência em contexto de Prática Pedagógica, efectuando-se algumas reflexões acerca das experiências vivenciadas por supervisandos e professores cooperantes nesse contexto, recorrendo-se para tal a alunos do 4º ano da Licenciatura em Ensino Básico -1º Ciclo e aos professores cooperantes que os acompanharam no estágio, como sujeitos da investigação. Os principais objectivos eram identificar até que ponto a resiliência é um aspecto a considerar na relação formativa que se estabelece entre os professores cooperantes que acompanham a Prática Pedagógica e os supervisandos / futuros professores do 1º Ciclo, tentando perceber de que modo o clima de supervisão e as relações estabelecidas entre ambos os intervenientes eventualmente podem influenciar o desenvolvimento da resiliência, em contexto de supervisão. Assim sendo, desenvolveu-se um suporte teórico que nos pudesse auxiliar no desenvolvimento do estudo, recorrendo a perspectivas no âmbito do estudo da supervisão e da resiliência, associando-os ao desenvolvimento ecológico de Bronfenbrenner, à teoria de desenvolvimento do ego de Loevinger, ao modelo de Zimpher e Howey sobre a competência, tendo também em consideração as fontes e capacidades de resiliência. Procurando desenvolver uma pesquisa qualitativa em educação, com um delineamento quase experimental, embora de carácter exploratório, utilizamos vários instrumentos de recolha de dados, como a entrevista semi-estrutrada, a prova de avaliação do nível de desenvolvimento do ego, a prova de avaliação do nível de resiliência, a prova de completamento de frases adaptadas às fontes de resiliência e a escala de avaliação da competência educativa, que foram adaptados de forma a podermos dar resposta aos objectivos do estudo. Como principais conclusões deste estudo salienta-se o facto de professoras cooperantes com um nível de desenvolvimento do ego inferior ao dos seus supervisandos, associado a um baixo nível de resiliência preconizarem um clima de supervisão mais directivo e evidenciarem um tipo de relacionamento interpessoal mais controverso, levando os supervisandos a demonstrarem mais dificuldades ao nível do desempenho da prática, em contexto sala de aula, estarem menos motivados e a apresentarem um baixo nível de resiliência. Neste grupo, embora os supervisandos se considerem pedagogicamente preparados para exercerem a profissão docente, no que respeita ao nível de desenvolvimento de competências educativas, as cooperantes não têm a mesma opinião. Outro aspecto que pode ser evidenciado, embora com menos proeminência, é o facto de cooperantes com nível de desenvolvimento do ego superior aos dos seus supervisandos, associado a um alto nível de resiliência preconizarem um clima de supervisão, essencialmente, reflexivo e estabelecerem relações interpessoais mais empáticas, reflectindo-se estes aspectos numa maior motivação a nível do desempenho dos supervisandos, bem como, num nível de resiliência mais elevado. Alem disso, neste grupo de supervisandos a sua auto-apreciação positiva, a nível de competências educativas, é coincidente com a da sua cooperante.application/pdfporTesesSupervisãoResiliênciaProfessoresDesenvolvimentoCompetência educativaDesenvolvimento pessoalSupervisão e resiliência: um contexto privilegiado para o desenvolvimento profissional de professores do 1º Ciclomaster thesis