Pacheco, Raquel2020-05-152020-05-1520111518-5648http://hdl.handle.net/10400.1/13897Este artigo baseia-se no trabalho de campo desenvolvido durante pesquisa realizada numa escola pública na cidade de Lisboa. Utilizamos o cinema como meio para reflexão sobre a violência, cidadania e juventude. Nossa intenção foi tentar perceber, através de alguns filmes, por um lado o movimento que ocorre quando o cinema de ficção aborda a temática da realidade de crianças e jovens pobres e excluídos, trazendo a vida destes jovens para as telas; por outro lado, a visão que os jovens têm destes filmes, utilizando o cinema como meio para que eles pudessem se sentir estimulados para externalizar o que pensam, sentem e veem. Para entendermos o olhar dos jovens, desenvolvemos uma pesquisa etnográfica, durante seis meses, e utilizamos como “campo” uma escola secundária situada dentro da zona urbana de Lisboa. O objetivo dessa investigação foi perceber como os jovens se veem e pensam ser vistos pela sociedade (o que inclui o cinema, as mídias etc.) da qual fazem parte. Foi utilizado como ferramenta de registro de pesquisa, por parte da autora, um “diário de bordo” retratando o dia a dia na escola. A filosofia deste trabalho de campo baseia-se na pedagogia dialética de Paulo Freire. É através do diálogo problematizante desenvolvido principalmente após a exibição de filmes, nas aulas e nos encontros, de uma maneira geral, que estimulamos o questionamento e a problematização, e a partir de questões, opiniões e ideias realizamos um vídeo. Através da educação para, com e sobre as mídias, utilizamos conceitos de comunicação, educação e participação, trabalhando temáticas relacionadas ao dia a dia destes jovens. O produto final deste projeto foi um documentário em que os alunos foram os protagonistas em todas as etapas de realização: da pré-produção à finalização.This article is based on fi eldwork carried out during research conducted in a public school in Lisbon. Cinema is used as a medium for refl ection on violence, citizenship and youth. First of all, the article tries to understand through some fi lms the movement that happens when fi ctional cinema attempts, through the theme of the reality of poor, excluded children and young people, to bring the lives of these young people to the screen and secondly, the view that young people have of these fi lms and how to use cinema as a medium by which they might feel stimulated to externalize what they think, feel and see. In order to see through the eyes of young people an ethnographic research was developed for six months and used as the “fi eld of study” a secondary school situated within the urban area of Lisbon. The aim of this research was to understand how young people see themselves and how they think they are seen by society (which includes the cinema, the media, etc.) of which they are a part. The author used a research notebook diary depicting daily life at the school as a research tool. The philosophy of this fi eld work is based on the dialectical pedagogy of Paulo Freire. Using problematizing dialogue, mainly developed after the showing of fi lms and during classes and meetings, questioning and problematization was encouraged; and through questions opinions and ideas a video was produced. Utilizing education ‘for’, ‘with’ and ‘about’ the media concepts of communication, education and participation were used, working with issues related to the daily lives of these young people. The fi nal product of this project was a documentary, in which the students were involved in all stages of execution, from pre-production to completion.porMídia educaçãoJovensPesquisa etnográficaMedia education.Young peopleEthnographic researchNós também temos voz: dinâmicas e movimentos em análisejournal article10.5212/OlharProfr.v.14i1.0005