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http://hdl.handle.net/10400.1/10866| Title: | A banha da cobra - uma patranha com história |
| Author: | Mesquita, José Carlos Vilhena |
| Keywords: | Medicina Farmácia Farmacologia Placebo Teriaga Algarve Medina Popular |
| Issue Date: | Jun-2017 |
| Publisher: | Arquivo Municipal de Loulé |
| Abstract: | Entende-se por “Banha da Cobra” tudo aquilo que sendo um simples placebo, isto é, inócuo e inútil, se difunde e propaga publicamente como algo comprovadamente eficaz, seguro, poderoso e miraculosamente infalível. Para os lexicólogos significa algo que se publicita ou anuncia para endrominar incautos; um palavreado com o velado propósito de enganar os outros; uma proposta ou promessa de que não existe intenção de cumprir. Em suma, uma mentira, uma trapaça, um ludíbrio, uma vigarice. Hoje a expressão “banha da cobra” é usualmente empregue de modo pejorativo. E o "vendedor de banha da cobra" identifica alguém que é mentiroso, charlatão e de falsa índole. A banha da cobra é sempre a mesma, porque o prazer psicótico da fraude não se refreia perante a ganância de lucros tão arrebatadores. O que muda é a embalagem, isto é, o design e o marketing, porque a finalidade é sempre a mesma, sendo inclusivamente comum à mensagem hipocrática: submeter a dor e o sofrimento, vencer a doença. A diferença é que os charlatães visam apenas o lucro pelo embuste, enquanto os médicos e a medicina validam a ciência no confronto com a doença e o padecimento, na quimérica ilusão de triunfarem sobre a morte. |
| Peer review: | yes |
| URI: | http://hdl.handle.net/10400.1/10866 |
| ISSN: | 0872-2323 |
| Appears in Collections: | FEC4-Vários |
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