Percorrer por autor "Crispim, Sara Cristina Rosado"
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- O papel do perfecionismo no desenvolvimento de sintomas psicopatológicos numa amostra de jovens adultosPublication . Crispim, Sara Cristina Rosado; Carmo, CláudiaO perfecionismo tem suscitado uma atenção e interesse crescentes por parte de muitos investigadores. Apesar de todo o suporte teórico e conceptual, os resultados de várias investigações empíricas são pouco conclusivas, assim, tornou-se pertinente investigar até que ponto poderá o perfecionismo ser saudável e responsável para o eclodir de sintomas psíquicos, torna-se também primordial perceber qual o tipo de perfecionismo que se distingue nas manifestações de sintomatologia psíquica. O objetivo do presente estudo recai sobre a importância do perfecionismo enquanto caraterística de personalidade para a eclosão e manutenção de sintomas psicopatológicos. Deste modo foram traçados alguns objetivos, tais como: Avaliar os níveis de perfecionismo nas diferentes componentes deste traço de personalidade; Explorar a relação entre as diferentes componentes do perfecionismo e sintomatologia psicopatológica; Analisar quais os tipos de perfecionismo que estão intimamente relacionados com o emergir e a manutenção de sintomatologias específicas; Avaliar o contributo do perfeccionismo na explicação da sintomatologia. Participaram neste estudo 127 jovens adultos de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos. Os instrumentos aplicados para avaliar o perfecionismo foram a Escala Multidimensional de Perfecionismo (HMPS) (Hewitt & Flett, 1991) e a Escala Multidimensional de Perfecionismo (FMPS) (Frost, Marten, Lahart e Rosenblate, 1990), para avaliar a psicopatologia procedeu-se à aplicação do Inventário de Sintomas Psicopatológicos (Canavarro, 1999). Os resultados demonstraram que é o perfecionismo socialmente prescrito o maior preditor para o eclodir de perturbações psicológicas. O presente estudo realçou também que, é o género feminino aquele que apresenta uma maior predisposição para a sintomatologia psíquica e, por último, relativamente à situação profissional dos participantes é de realçar que são os estudantes os que apresentam sintomas psicopatológicos em detrimento dos não estudantes.
