Percorrer por autor "Picante, Matilde Isabel de Brito"
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- Trombocitopenia imune: revisão bibliográfica da abordagem diagnóstica e terapêuticaPublication . Picante, Matilde Isabel de Brito; Silva, Isabel Maria Júlio daA trombocitopenia imune é uma doença hematológica autoimune adquirida, caracterizada pelo decréscimo isolado do número de plaquetas no sangue, resultante de um processo de destruição autoimune das mesmas. Tal ocorre devido a um desequilíbrio entre as células imunológicas efetoras e reguladoras que culmina na formação de autoanticorpos direcionados contra as plaquetas, responsáveis pelo aumento da destruição das plaquetas circulantes e pelo comprometimento da produção de novas plaquetas pela medula óssea. A trombocitopenia imune pode ser classificada em dois subtipos principais, de acordo com a sua causa subjacente: primária e secundária. A primária é a forma mais comum e ocorre quando não há uma condição subjacente identificável, apresentando-se como trombocitopenia isolada. A secundária está associada a outras patologias ou ao uso de medicamentos. Embora possa surgir em qualquer faixa etária, esta patologia é mais prevalente em adultos, acima dos 60 anos. Enquanto na idade pediátrica a doença tende a ser de caráter agudo e autolimitado, na idade adulta, evolui frequentemente para uma condição crónica, exigindo monitorização contínua e intervenção terapêutica prolongada. A incidência estimada é de cerca de 3,3 casos por 100.000 pessoas por ano, com uma prevalência de aproximadamente 9,5 casos por 100.000 adultos, o que ressalta a relevância desta patologia como problema de saúde pública. O diagnóstico é realizado principalmente por exclusão, com base numa avaliação clínica detalhada e em exames laboratoriais, de modo a excluir possíveis causas secundárias. A terapêutica de primeira linha inclui o uso de corticosteroides e de imunoglobulina intravenosa em casos que exijam rápida elevação do número de plaquetas. Os agonistas do recetor da trombopoietina são muito utilizados como terapêutica de segunda linha. O farmacêutico desempenha um papel essencial na gestão da trombocitopenia imune, nomeadamente no aconselhamento, na adesão à terapêutica e na deteção de efeitos adversos, colaborando com outros profissionais de saúde para garantir uma abordagem terapêutica eficaz. Palavras-chave: Trombocitopenia imune; Púrpura trombocitopénica idiopática; Corticosteroides; Farmacoterapia da trombocitopenia imune.
