Browsing by Author "Ribeiro, Israel"
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- Análise da distribuição do esforço de pesca e das capturas da palmeta (Reinhardtius hippoglossoides, Walbaum 1792) capturada pela frota comercial portuguesa na área de regulamentação NAFOPublication . Ribeiro, Israel; Melo, António M. Ávila de; Machado, Pedro Bordalo; Alpoim, Ricardo M. R.; Erzini, KarimA Palmeta é um peixe da ordem dos Pleuronectiformes, que habita águas frias e distribui-se em toda a zona boreal entre as latitudes 79°N - 33°N e longitudes 180°W - 180°E. De forma a actuar no sucessivo aumento dos níveis de esforço de pesca e assim criar uma pesca sustentável nos Grandes Bancos da Terra Nova, foi criada em 1979 a comissão NAFO (Northwest Atlantic Fisheries Organization). Esta organização tem como objectivo normalizar os critérios de pesca e adoptar um modelo de gestão dos recursos pesqueiros para o Atlântico Noroeste. As capturas de palmeta aumentaram de níveis relativamente baixos no princípio da década de 60. A partir de 1990, a U.E. tem se tornado a principal frota a operar na Área Regulatória NAFO (NRA), utilizando a arte de arrasto de fundo (OTB), e atingindo capturas máximas de cerca de 45000 toneladas entre 1992 e 1994 e entrando em declínio nos anos seguintes, como resultado da implementação de um TAC como medida de regulamentação da pesca. O presente trabalho tem como principais objectivos analisar a distribuição sazonal e geográfica do esforço de pesca, da CPUE e da abundância da espécie palmeta (Reinhardtius hippoglossoides) capturada pela frota portuguesa de arrasto de fundo a operar nas Divisões 3LMNO da NRA. Os dados utilizados foram cedidos pelo INRB/IPIMAR e correspondem aos registos oficiais efectuados no diário de bordo de pesca de 3 embarcações para o período de 1998 a 2006. Os padrões de capturas, esforço e rendimentos de pesca foram analisados e representados num Sistema de Informação Geográfica (SIG). Os resultados dos indicadores da pesca apresentaram uma tendência negativa, e suportam a hipótese de uma possível sobre exploração do stock. Considerando a distribuição das capturas com a profundidade, a análise dos resultados indicam a profundidade de 600 metros como o limite mínimo para o melhor rendimento da captura comercial desta espécie, sendo possível implementar medidas de conservação dos recursos com impacto reduzido na pesca. Relativamente à distribuição geográfica, a Divisão 3L foi identificada como a zona preferencial para a pesca directa da palmeta, principalmente nas zonas da Décima, Sackville Spur e do Flemish Pass. A Divisão 3M, apresentou-se como a segunda área preferencial. As capturas com melhores rendimentos ocorreram na zona de continuação do Spur (Div.3L) e no Campanário, na zona do Machucho e no Banco do Flemish, no canto NE e na zona do Baixo, provavelmente como by-catch da pescaria do Cantarilho do Norte (Sebastes sp.). As Divisões 3NO, por sua vez, não parecem ser zonas de pesca preferenciais da palmeta. As áreas destinadas a pesca directa desta espécie situam-se ao longo do declive da plataforma continental, a Sul dos principais Canyons na Div.3N, e nas batimétricas superiores a 950m na Div.3O.
