Percorrer por autor "Santos, Ana Raquel Rocha da Silva"
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- Perfil de ácidos gordos de larvas recém eclodidas produzidas em cativeiro de camarões marinhos ornamentais candidatos a aquaculturaPublication . Santos, Ana Raquel Rocha da Silva; Dinis, Maria Teresa; Reis, Alberto; Silva, Teresa Lopes daA aquariofilia de água salgada é uma actividade comercial em crescimento, na qual 90% dos organismos ornamentais transaccionados são capturados no meio selvagem. Para diminuir a pressão exercida sobre os ecossistemas naturais, têm vindo a ser desenvolvidas metodologias de cultivo para as espécies mais comerciais. O perfil de ácidos gordos (FA) de larvas recém eclodidas de camarões ornamentais de três espécies tropicais, Lysmata amboinensis, Lysmata. debelius e Rhynchocinetes durbanensis, e duas espécies temperadas, Lysmata boggessi e Lysmata seticaudata foi analisado neste trabalho, cujo objectivo foi avaliar 1) se as larvas reflectem a dieta fornecida aos reprodutores, 2) se espécies pertencentes ao mesmo género direccionam a dieta, particularmente os ácidos gordos, do mesmo modo e, 3) qual o factor que deve ter um papel mais importante na obtenção de uma ração com os requisitos necessários, se a filogenia ou o habitat. Os resultados mostraram que o perfil de ácidos gordos foi semelhante nas cinco espécies. Em termos quantitativos, as larvas de L. seticaudata apresentaram a maior porção de ácidos gordos altamente insaturados (68%), devido à dominância de 20:5n-3, e a segunda percentagem mais baixa de poliinsaturados (5%). As larvas de L. boggessi e L. debelius apresentavam uma predominância de saturados (33% e 38%, respectivamente) e de monoinsaturados (33% e 30%, respectivamente) em relação ao total de ácidos gordos, com L. boggessi a obter as quantidades mais elevadas para todas as espécies (4,79 ± 0,04 μg mg -1 para saturados e 4,81 ± 0.53 μg mg -1 para monoinsaturados), com predominância de 16:0 (3,34 ± 0,09 μg mg-1) e 18:1n-9 (2,78 ± 0,40 μg mg-1). Para Rhynchocinetes durbanensis o ácido gordo mais importante foi o DHA, com 2,36 μg mg-1, a quantidade mais elevada em todas as espécies. Relativamente ao ARA todas as espécies mostraram uma quantidade maior do que aquela fornecida na dieta, com a maioria a ser obtida para Rhynchocinetes durbanensis. Nas espécies temperadas observaram-se quase sempre maiores quantidades de ácidos gordos do que nas espécies tropicais, podendo aferir-se que as larvas recém eclodidas das espécies temperadas dependem mais de fontes energéticas endógenas após a eclosão. As espécies tropicais mostraram quantidades de ácidos gordos semelhantes, o que pode dever-se a um metabolismo também semelhante. No caso das espécies temperadas os FA com diferenças significativas são em maior número, mas encontra-se v algum paralelismo nas quantidades. Assim, na possível concepção de uma dieta única, o habitat parece ter maior relevância do que a proximidade filogenética.
