Percorrer por autor "Freitas, Sara Filipa David"
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- O papel dos scripts sexuais e do duplo padrão sexual na explicação da coerção sexual no namoro através da teoria da ação planeadaPublication . Freitas, Sara Filipa David; Gomes, AlexandraO comportamento coercivo é uma das formas de violência no namoro mais frequente entre jovens casais. Apesar de já existirem estudos empíricos de que as atitudes e normas subjetivas estão associadas à vitimização e perpetuação da coerção sexual, é importante perceber se o comportamento coercivo, tanto na vitimização como na perpetuação, pode ser explicado pelas dimensões da Teoria da Ação Planeada (TAP) e, por sua vez, se essas componentes sofrem influência dos scripts sexuais e duplo padrão sexual que também têm vindo a ser associados a diversos comportamentos sexuais. Neste sentido, a presente investigação pretende perceber se os scripts sexuais e o duplo padrão sexual influenciam as atitudes, normas subjetivas e controlo comportamental percebido dos indivíduos (dimensões da TAP) e, consequentemente, se essas componentes explicam o comportamento de vitimização e perpetuação na coerção sexual no namoro. Foi utilizada uma amostra de 256 jovens portugueses de orientação sexual heterossexual (209 do sexo feminino e 47 do sexo masculino), com idades compreendidas entre os 18 e 30 anos e com história de relações emocionais/sexuais. Os resultados obtidos revelaram a influência dos scripts sexuais e duplo padrão sexual apenas no comportamento coercivo das mulheres – os scripts sexuais influenciaram as crenças pessoais e controlo comportamental percebido, enquanto o duplo padrão sexual influenciou as crenças pessoais, normas subjetivas e controlo comportamental percebido - e revelaram ainda a existência de modelos diferentes de acordo com o género na explicação da vitimização e perpetuação – nos homens, a vitimização é explicada pelas crenças pessoais e controlo comportamental percebido e a perpetuação pelas crenças pessoais, normas subjetivas e controlo comportamental percebido; nas mulheres, a vitimização é explicada pelas crenças pessoais, normas subjetivas e controlo comportamental percebido e a perpetuação apenas pelas crenças pessoais.
