Percorrer por autor "Janssens-Theunis, Alyssa"
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- A antecipação da velhice na meia-idade: uma perspetiva de géneroPublication . Janssens-Theunis, Alyssa; São José, JoséEste artigo reporta os resultados de uma pesquisa qualitativa, que procurou compreender, a partir de uma perspetiva de género, como é que os indivíduos na meia-idade antecipam a sua própria velhice. Detetou-se uma grande diversidade de modos de antecipação da própria velhice, bem como marcas de género relativamente à opinião de alguns entrevistados (maioritariamente mulheres) sobre o modo como os homens e as mulheres antecipam a própria velhice e sobre a idade em que eles e elas entram na velhice. Outros entrevistados (maioritariamente homens) acham que as eventuais diferenças entre sexos no que respeita a estes dois temas não têm a ver com o género. São discutidas as implicações destes resultados para o conhecimento sociológico e para as políticas públicas.
- A antecipação da velhice na meia-idade: uma perspetiva de géneroPublication . Janssens-Theunis, Alyssa; São José, JoséO propósito deste estudo é perceber como os adultos de meia-idade perspetivam a sua velhice e como as diversas perspetivas diferem conforme o género. Trata-se de um estudo qualitativo que, através de entrevistas semiestruturadas, pretende compreender se o processo de envelhecimento, a velhice e as perceções destes indivíduos são diferentes quando se toma uma perspetiva de género. Para a análise de conteúdo das entrevistas optou-se por utilizar a técnica “Framework Analysis” que, através das suas diversas etapas, ajuda a obter e a desenvolver uma análise profunda e integral das transcrições. A amostra do estudo é composta por 24 participantes, dos quais 12 são mulheres e 12 são homens. Sendo a meia-idade um fator importante no estudo, os participantes têm idades compreendidas entre 44 e 66 anos. Através destas entrevistas concluiu-se que a visão negativa sobre a velhice que, segundo os entrevistados, existe na sociedade portuguesa, não é partilhada pela generalidade dos próprios. As antecipações da velhice realizadas pelos entrevistados são diversificadas, afastando-se, por um lado, do imaginário social da quarta-idade (decadência, dependência, receção de cuidados) e, por outro lado, do modelo hegemónico do envelhecimento ativo. Também se conclui que são sobretudo as mulheres que acham que a velhice dos homens é diferente da velhice das mulheres, querendo isto dizer que são sobretudo as mulheres a acharem que a velhice é marcada pelo género. A velhice masculina é associada à inatividade, à ausência de preocupações, à necessidade de estabilidade financeira e à importância da atividade sexual, enquanto a velhice feminina é associada à atividade, à independência, à prestação de cuidados e aos efeitos positivos da menopausa. Explora-se a relevância destas conclusões do ponto de vista sociológico e do ponto de vista das políticas públicas.
