Percorrer por autor "Marques, Daciana Martins"
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- A relação entre o estigma internalizado, a aliança terapêutica e os resultados da terapia em população clínicaPublication . Marques, Daciana Martins; Janeiro, LuísO estigma internalizado (EI) na doença mental constitui um obstáculo à procura de ajuda profissional, tem implicações para o processo terapêutico e para a recuperação. Apesar do interesse crescente em compreender de que forma o EI, processo terapêutico e resultados da terapia se interrelacionam, os resultados das investigações são ainda pouco conclusivos. O presente estudo, de carater exploratório, teve por objetivo investigar (1) se existe associação entre o tipo de diagnóstico, a toma de medicação e o perfil de estigma internalizado (alto versus baixo); (2) se existem diferenças na aliança terapêutica, sintomas psicopatológicos, autoestima e autoeficácia em função do perfil de estigma internalizado (alto versus baixo); (3) qual o contributo da aliança terapêutica, dos sintomas psicopatológicos, da autoestima e da autoeficácia, para as diferentes dimensões do estigma internalizado; e, (4) se o estigma internalizado modera o efeito da aliança terapêutica sobre os resultados da terapia. Participaram no estudo 70 sujeitos com esquizofrenia/perturbações psicóticas, perturbações de humor e entre outras que responderam através de uma plataforma digital a um questionário sociodemográfico, Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI), Estigma Internalizado em Pessoas com Doença Mental (ISMI), Escala da Autoeficácia, Escala da Autoestima (RSES), Inventário da Aliança Terapêutica (WAI-SR). Os nossos principais resultados sugerem que EI se associava à toma de medicação, a mais sintomas psicopatológicos, a menor autoestima e autoeficácia e, também, a dificuldades no estabelecimento da aliança terapêutica. Ademais, a autoestima e a aliança terapêutica mostraram-se fatores importantes para a diminuição do EI, por outro lado o EI contribuiu para o aumento da sintomatologia e diminuição da autoestima e autoeficácia. Concluímos que existe uma inter-relação entre estigma internalizado, aliança terapêutica e os resultados, pelo que em termos clínicos, sugerimos que se utilizem intervenções que englobem estes três fatores fundamentais para a recuperação psicossocial da pessoa com doença mental.
