Browsing by Author "Martins, Sofia Horta"
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- Perceção e conhecimentos sobre canábis medicinal entre profissionais de saúde (HP4CanM)Publication . Martins, Sofia Horta; Espírito Santo, Margarida de Fátima; Rodrigues, Inês GagoCannabis sativa L. é uma espécie herbácea com uma longa história de utilização pelo ser humano, pelo seu uso recreativo e terapêutico. Os canabinoides são os seus principais com-postos com atividade farmacológica. Atualmente, existem medicamentos e preparações à base de canábis autorizados e comercializados em Portugal, sendo que a canábis medicinal (CM) apresenta regulamentação específica, podendo ser prescrita para determinados fins terapêuticos. Este estudo observacional, de caráter transversal, tem como objetivo principal a análise da perceção e conhecimentos sobre CM, entre profissionais de saúde (em exercício e futuros). Os dados foram recolhidos entre junho e julho de 2024, através de um questionário ele-trónico. O tratamento estatístico dos dados foi realizado com recurso ao Microsoft Excel® e ao IBM® SPSS® Statistics v29.0. Obtiveram-se 263 respostas, das quais 247 cumpriam os critérios de inclusão. Os parti-cipantes eram, na sua maioria, do sexo feminino (76,1%; n=188); com uma idade média de 33±11 anos (mínimo 19 anos; máximo 71 anos); 45,3% (n=112) tinha entre 25-34 anos e 37,7% (n=93) exercia a atividade profissional em Faro, seguido de Coimbra (15,4%; n=38) e Lisboa (14,2%; n=35). Do total da amostra, 15,8% (n=19) correspondia a farmacêuticos, seguido de enfermeiros (15,4%; n=38), técnicos superiores de farmácia (14,3%; n=35), médicos (8,5%; n=21) e 28,4% (n=70) eram estudantes. A maioria tinha contacto com utentes (78,9%; n=195). Verificou-se que, apesar de apresentarem uma visão positiva sobre a CM e indicaram estar disponíveis para aprender mais, os profissionais de saúde ainda têm limitações no seu conhecimento sobre o tema, como o sistema endocanabinóide, efeitos indesejáveis e interações, devido à falta de formação específica. Este estudo reforça a necessidade de maior formação para garantir uma prática clínica mais informada e segura. No futuro, será essencial o desen-volvimento de programas de educação contínua e formação especializada, que abordem estas áreas críticas e promovam uma integração mais efetiva da CM nos cuidados de saúde.