Percorrer por autor "Morais, Henrique"
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- Alterações de estrutura nos mercados: o exemplo do petróleoPublication . Agostinho, Luís; Viegas, Cristina; Morais, HenriqueA importância dos combustíveis fósseis na oferta mundial de energia e a relação entre as suas flutuações e os fenómenos geoeconómicos e geopolíticos, tornam aliciante analisar as forças maiores por detrás do comportamento, amiúde inesperado, do preço do petróleo. É objetivo deste trabalho estudar os acontecimentos socioeconómicos contemporâneos a alterações de estrutura no preço do petróleo, que com elas possam indiciar relações de causalidade. Neste estudo é utilizada a metodologia de Bai & Perron para a deteção de alterações de estrutura. A amostra consiste em observações dos preços de fecho de contratos de futuros negociados nos EUA, West Texas Intermediate, correspondentes a várias maturidades. Três pontos são por nós identificados como essenciais sobre a formação do preço do petróleo. Em primeiro lugar, observa-se o impacto significativo de fatores macroeconómicos, especialmente os mais relacionados com a procura, como principais impulsionadores de alterações de estrutura nos mercados de petróleo. Também é assinalada a influência da OPEP na determinação dos preços, realçando o seu papel proeminente no panorama global do petróleo, embora com menor impacto nas alterações de estrutura identificadas. Por fim, a pesquisa sugere que, num contexto mais amplo, eventos geopolíticos tendem, por norma, a não desencadear alterações estruturais significativas no mercado do petróleo.
- Revisitando a hipótese da estagnação secular à luz do paradigma da complexidadePublication . Morais, HenriqueApós as disrupções trazidas, também ao cenário macroeconómico, por fenómenos como a pandemia do COVID 19 e a invasão da Ucrânia, é provável que o tema da estagnação secular do crescimento económico, retomado em 2013 depois do contributo original de Alvin Hansen, venha novamente a ocupar, até pela sua verificação empírica, um lugar central na investigação e na análise geoeconómica. O paradigma dominante, pelo menos desde o início do século XX, não apenas nas ciências dita exatas, nas também noutras áreas das ciências sociais, como a economia, tem sido caracterizado pelo determinismo, pela confiança quase ilimitada nos modelos lineares, nas suas conclusões e na sua quase infalibilidade. Tem sido evidente a falta de precisão destes modelos, nomeadamente naquilo que supostamente seria a sua grande força, ou seja, a capacidade preditiva. Acontecimentos como a crise financeira de 2007/2008, a crise das dívidas soberanas europeias que se lhe seguiu, o aumento significativo do contributo dos mercados emergentes para a riqueza global, têm mostrado como estes modelos lineares são limitados na sua capacidade de análise e, também por isso, suscetíveis de virem a ser olhados com algum ceticismo pelos decisores. Perante este quadro concetual, pretendemos revisitar a tese de estagnação secular, nos seus alicerces teóricos fundamentais, mas também na evidência empírica com os dados mais recentes e, para além disso, olhar para uma visão alternativa à do mainstream.
