Percorrer por autor "Moura, Izabela dos Santos"
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- Resistência à insulina e a Doença de AlzheimerPublication . Moura, Izabela dos Santos; Serralheiro, AnaA doença de Alzheimer (DA) é uma condição neurodegenerativa complexa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que representa um desafio significativo para a saúde pública global. Avanços recentes na pesquisa têm destacado uma conexão significativa entre a resistência à insulina e o desenvolvimento da DA, levando ao conceito de "diabetes tipo 3" do cérebro. Esta revisão da literatura examina a relação complexa entre a resistência à insulina e a patogénese da DA, explorando os mecanismos moleculares, celulares e bioquímicos subjacentes a esta associação. São considerados estudos que investigam o papel da insulina no funcionamento cerebral normal e como a sua desregulação contribui para os processos neurodegenerativos. A análise destaca a importância da insulina na manutenção da saúde sináptica, na promoção da sobrevivência neuronal e na preservação das funções cognitivas, especialmente memória e aprendizagem. Paralelamente, discute-se as consequências negativas da resistência à insulina, como o aumento do stress oxidativo, a neuroinflamação, alterações no metabolismo da proteína τ e a formação e acumulação de placas beta-amiloides. São discutidas intervenções promissoras que visam melhorar a sensibilidade à insulina, incluindo modificações no estilo de vida (como dietas e exercício físico), terapias farmacológicas específicas (por exemplo, inibidores da dipeptidil peptidase 4, análogos do péptido semelhante ao glucagon 1, inibidores do cotransportador sódio-glicose 2, inibidores da proteína tirosina fosfatase 1B, tiazolidinedionas e a metformina) e abordagens inovadoras como a administração de insulina intranasal. Esta revisão destaca a importância de uma abordagem integrada e multidisciplinar na compreensão e gestão da DA, enfatizando a necessidade de considerar os aspectos metabólicos no diagnóstico e tratamento de doenças neurodegenerativas. As conclusões sugerem que o reconhecimento da resistência à insulina como um fator crucial na DA pode levar a estratégias mais eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento desta devastadora condição neurodegenerativa, oferecendo esperança para milhões de pessoas afetadas pela DA em todo o mundo.
