Percorrer por autor "Rodrigues, Marta Filipa Trigo"
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- Farmacoterapia da Colite UlcerosaPublication . Rodrigues, Marta Filipa Trigo; Conceição, Jaime Manuel Guedes Morais daAs doenças inflamatórias intestinais, nomeadamente a doença de Crohn e a colite ulcerosa, são distúrbios digestivos caracterizados por uma inflamação crónica do trato gastrointestinal. Ambas as doenças apresentam sintomas semelhantes, sendo caracterizadas principalmente por diarreia crónica, com ou sem sangramento, dor abdominal e perda de peso. A sua incidência tem aumentado ao longo dos anos, sendo mais elevada na América do Norte, Europa e Oceânia. A prevalência é maior em indivíduos mais jovens, podendo variar de acordo com a localização geográfica, fatores genéticos, hábitos alimentares e resposta imunológica inadequada. A colite ulcerosa é uma doença inflamatória crónica cuja fisiopatologia envolve a inflamação da mucosa interna do colón, iniciando-se no reto e geralmente progride de forma contínua ao longo do intestino grosso. Pode ser classificada em duas formas, isto é, ligeira a moderada e moderada a severa. O sintoma mais característico da doença é a diarreia com presença de sangue. O seu diagnóstico baseia-se na interpretação geral das manifestações clínicas, aliada a exames laboratoriais, endoscópicos e histológicos. Durante a fase inicial, é essencial excluir causas infeciosas, particularmente a infeção por Clostridioides difficile. Tratando-se de uma doença crónica, o objetivo do tratamento é induzir uma resposta clínica rápida, normalizar os biomarcadores e manter a remissão clínica. A farmacoterapia depende da extensão e da fase da doença. Conforme a gravidade podem ser utilizados fármacos orais e tópicos, incluindo anti-inflamatórios intestinais (p. ex., messalazina), corticosteroides, tiopurinas e fármacos biológicos (p. ex., inibidores do fator de necrose tumoral do tipo alfa). A intervenção farmacêutica constitui um pilar fundamental em diferentes áreas, ao garantir a adesão terapêutica e a monitorização da efetividade e segurança da farmacoterapia, bem como a sua otimização de forma individualizada, contribuindo para uma gestão mais eficaz da patologia e centrada no doente.
