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- Conservation workshop in Okinawa: urgent action needed for land hermit crabsPublication . Hsu, Chia-Hsuan; Reimer, James Davis; Naruse, Tohru; Miller, Shawn; Henriques, SérgioOn 21 April 2025, in support of the IUCN Species Survival Commission Invertebrate Conservation Committee’s efforts to address taxonomic gaps in underrepresented regions, a workshop was held in Okinawa, Japan, bringing together researchers and stakeholders to discuss challenges in land hermit crab conservation. Recent cases of illegal trafficking of thousands of land hermit crabs from the Ryukyu Islands to Indonesia, Taiwan and China, as well as sales of Okinawaorigin crabs, are of serious concern. During the workshop, participants discussed the ecological roles, cultural values, and management of land hermit crabs, highlighted smuggling incidents and considered future actions.
- Multilingual realities and language policyPublication . Conceição, Manuel CélioThe growing complexity of linguistic environments in the twenty-first century reflects global processes such as urbanisation, migration, political transformation and educational reform. In an increasingly interconnected and linguistically diverse world, language functions not merely as a tool for communication but as a complex and contested site of identity, governance and global participation; language has become both a mirror and a driver of change.
- Efeitos rápidos e lentos na tarefa de Stroop emocional: Influência da frequência lexicalPublication . Gonçalves, Mariana Filipa Ferreira; Faísca, Luís Miguel MadeiraA tarefa de Stroop Emocional tem sido utilizada frequentemente para avaliar mecanismos automáticos de deteção de estímulos com valência emocional em populações clínicas. O efeito mais comum nesta tarefa, intitulado efeito rápido, é a lentificação da resposta à cor de palavras de valência emocional negativa. Contudo, McKenna e Sharma (2004) descreveram um segundo fenómeno, denominado efeito lento, que consiste na lentificação da resposta à cor de palavras neutras antecedidas por uma palavra negativa. Permanecem, no entanto, por esclarecer as condições em que este efeito emerge e se o mesmo depende de outras caraterísticas do estímulo além da sua valência, nomeadamente de propriedades lexicais, como a frequência. O presente estudo teve como objetivo avaliar, na população geral, a presença de efeitos rápidos e lentos na tarefa de Stroop Emocional e analisar se esses efeitos são moderados pela frequência lexical do estímulo. Participaram 33 jovens adultos, com idades entre os 19 e os 29 anos, que realizaram uma versão mista da tarefa de Stroop Emocional. Os resultados revelaram um efeito rápido, com respostas mais lentas na nomeação da cor de palavras de valência negativa, mas não evidenciaram um efeito lento significativo. Observou-se, contudo, uma interação entre a frequência das palavras e a valência, moderando a magnitude de ambos os efeitos, que apenas se manifestaram em palavras de baixa frequência. Estes resultados não são conclusivos quanto à presença de efeito lento no Stroop Emocional, nas condições e amostras testadas, mas sugerem que características lexicais do estímulo podem interferir na magnitude dos efeitos, sejam eles rápidos ou lentos.
- Farmacoterapia da Colite UlcerosaPublication . Rodrigues, Marta Filipa Trigo; Conceição, Jaime Manuel Guedes Morais daAs doenças inflamatórias intestinais, nomeadamente a doença de Crohn e a colite ulcerosa, são distúrbios digestivos caracterizados por uma inflamação crónica do trato gastrointestinal. Ambas as doenças apresentam sintomas semelhantes, sendo caracterizadas principalmente por diarreia crónica, com ou sem sangramento, dor abdominal e perda de peso. A sua incidência tem aumentado ao longo dos anos, sendo mais elevada na América do Norte, Europa e Oceânia. A prevalência é maior em indivíduos mais jovens, podendo variar de acordo com a localização geográfica, fatores genéticos, hábitos alimentares e resposta imunológica inadequada. A colite ulcerosa é uma doença inflamatória crónica cuja fisiopatologia envolve a inflamação da mucosa interna do colón, iniciando-se no reto e geralmente progride de forma contínua ao longo do intestino grosso. Pode ser classificada em duas formas, isto é, ligeira a moderada e moderada a severa. O sintoma mais característico da doença é a diarreia com presença de sangue. O seu diagnóstico baseia-se na interpretação geral das manifestações clínicas, aliada a exames laboratoriais, endoscópicos e histológicos. Durante a fase inicial, é essencial excluir causas infeciosas, particularmente a infeção por Clostridioides difficile. Tratando-se de uma doença crónica, o objetivo do tratamento é induzir uma resposta clínica rápida, normalizar os biomarcadores e manter a remissão clínica. A farmacoterapia depende da extensão e da fase da doença. Conforme a gravidade podem ser utilizados fármacos orais e tópicos, incluindo anti-inflamatórios intestinais (p. ex., messalazina), corticosteroides, tiopurinas e fármacos biológicos (p. ex., inibidores do fator de necrose tumoral do tipo alfa). A intervenção farmacêutica constitui um pilar fundamental em diferentes áreas, ao garantir a adesão terapêutica e a monitorização da efetividade e segurança da farmacoterapia, bem como a sua otimização de forma individualizada, contribuindo para uma gestão mais eficaz da patologia e centrada no doente.
- Antibody-drug conjugates: a comprehensive review on their chemical properties and pharmacotherapeutic usesPublication . Augusto, André Filipe Domingues; Conceição, Jaime Manuel Guedes Morais da; Cristiano, Maria de Lurdes dos SantosA farmacoterapia direcionada não é um conceito que tenha sido desenvolvido nos últimos anos. De facto, esta preocupação já tinha sido tomada em conta há mais de um século atrás pelo médico e cientista alemão Paul Ehrlich que apresentou a sua teoria assente no conceito de “balas mágicas”, isto é, compostos químicos capazes de tratar certas doenças sem provocar efeitos indesejáveis consideráveis nos seus utilizadores. Ao longo do tempo esta teoria foi ganhando cada vez mais popularidade na comunidade científica e entre as autoridades regulamentares dos medicamentos, dando origem aos conceitos de segurança e eficácia, que atualmente são requisitos obrigatórios para a aprovação e comercialização de qualquer medicamento no mercado. Embora existam doenças em que é relativamente fácil obter-se novos medicamentos que são igualmente seguros e eficazes, para certos tipos de patologias mais complexas, como o caso cancro, o equilíbrio entre estes dois atributos do medicamento nem sempre é facilmente alcançado. O exemplo mais claro desse desequilíbrio entre segurança e eficácia é a quimioterapia, que utiliza fármacos altamente eficazes/efetivos contra o crescimento das células tumorais, estando também frequentemente associada a episódios de toxicidade que, por vezes, podem obrigar os utentes a suspender os seus tratamentos, mesmo sem a doença estar controlada. Por outro lado, a imunoterapia, especialmente através do uso de anticorpos monoclonais (mAbs), apresenta um perfil toxicológico mais favorável do que a quimioterapia, mas está associada a falhas terapêuticas resultantes do desenvolvimento de resistências aos tratamentos por partes das células tumorais. Como forma de ultrapassar as limitações associadas aos tratamentos anteriormente mencionados, foi proposta a criação e a utilização de conjugados anticorpo-fármaco [do inglês, antibody-drug conjugates (ADC)], uma abordagem inovadora que visa aproveitar a seletividade que os mAbs possuem para os seus alvos terapêuticos, para direcionar a administração ou a libertação de fármacos altamente citotóxicos nos locais de ação, permitindo alcançar um bom sucesso terapêutico sem comprometer o bem-estar dos utentes. No que diz respeito à sua composição, os ADC são moléculas híbridas constituídas por um anticorpo e por um número definido de agentes citotóxicos (ou cargas citotóxicas), estando os componentes individuais unidos por um grupo de ligação (linker) que se liga covalentemente a cada dos componentes para formar o conjugado híbrido. Assim, os ADC são constituídos por pelo menos três componentes, cada um deles com as suas caraterísticas e propriedades únicas. Relativamente à porção anticorpo, esta constitui a componente de maior peso molecular da estrutura molecular de cada ADC e é responsável por se ligar a recetores de membrana que, idealmente, apenas estão presentes nas células tumorais ou que, pelo menos, se encontram mais presentes na superfície das células tumorais do que na superfície das células saudáveis. Além disso, o anticorpo também é responsável por induzir a ativação do sistema imunitário contra as células tumorais através de processos de citotoxicidade e fagocitose celular dependentes de anticorpo e, ainda, de citotoxicidade dependente do sistema de complemento. Em referência à carga citotóxica, esta é a espécie farmacologicamente ativa que, após ser libertada no citoplasma, irá provocar a morte das células tumorais através do seu mecanismo de ação, que pode incluir a inibição da mitose, causar danos diretos ao nível do material genético ou provocar danos indiretos por inibição da topoisomerase do tipo I. O grupo de ligação, para além de ser responsável por conjugar a carga citotóxica à porção anticorpo, é também responsável por induzir a libertação da mesma quando entra em contacto com estímulos que, normalmente, apenas estão presentes dentro das células tumorais, ou nos microambientes tumorais que alojam estas células. Em relação ao mecanismo de ação, primeiro é necessário que a porção anticorpo interaja com o recetor de membrana com que é complementar. Quando esta interação ocorre, há um mecanismo de sinalização que induz a célula a internalizar o complexo formado, para ser posteriormente degradado pelas enzimas lisossomais, nas condições acídicas normalmente presentes nos (endo)lisossomas. Embora este mecanismo de degradação conduza geralmente à completa digestão de vários tipos de biomoléculas, o mesmo não se verifica com a carga citotóxica, que durante este passo é libertada do anticorpo. Dentro do citoplasma da célula tumoral, a carga citotóxica interage rapidamente com os seus alvos intracelulares, exercendo o seu mecanismo de ação e induzindo processos que conduzem à morte da célula-alvo. Apesar das suas caraterísticas muito promissoras e evidência já recolhida, os ADC apresentam algumas limitações que devem ser tidas em conta durante o seu desenvolvimento. Uma limitação é a toxicidade que, embora sendo menor do que a exibida pela quimioterapia clássica, resulta maioritariamente da captação não específica destas entidades moleculares por parte de células saudáveis, ou da libertação espontânea da carga citotóxica quando ainda se encontra em circulação. Outra limitação é a suscetibilidade aos mecanismos de resistência desenvolvidos pelas células tumorais, tal como é observado com os mAbs. Têm sido desenvolvidas estratégias estudadas para mitigar estas limitações associadas ao uso farmacoterapêutico dos ADC, como por exemplo: i) melhorar a estabilidade dos grupos funcionais que garantem a ligação entre as componentes do conjugado nas condições químicas e biológicas do plasma sanguíneo, mas ao mesmo tempo garantindo a sua rápida degradação quando encontra um estímulo que, idealmente, apenas está presente nas células tumorais; ii) utilizar fragmentos de anticorpo mais pequenos, mas com capacidade para reconhecer igualmente os recetores de membrana; iii) usar um anticorpo bi-específico, capaz de induzir uma forte resposta imunológica e que seja seletivo para o alvo terapêutico crítico para a sobrevivência das células tumorais; iv) controlar a hidrofobicidade das cargas citotóxicas, pois a hidrofobicidade está frequentemente associada a perda de estabilidade; e v) otimizar a estratégia de conjugação a fim de garantir a máxima eficácia e segurança. Apesar das suas limitações, os ADC conduziram a grandes avanços ao nível do tratamento de vários tipos de cancros, incluindo aqueles em estádios muito avançados. A título de exemplo, refere-se o Sacituzumab govitecano, que é usado no tratamento do cancro da mama triplo-negativo irressecável ou metastático. De facto, o sucesso dos ADC na área oncológica suscitou um interesse significativo na utilização deste tipo de medicamentos para tratamento de outras patologias, nomeadamente em doenças inflamatórias (incluindo as autoimunes) e em doenças infeciosas (como infeções graves causadas por Staphylococcus aureus resistente à meticilina). Com base nas considerações anteriores, o principal objetivo da presente Dissertação é fornecer uma revisão abrangente dos ADC, destacando as suas propriedades químicas e utilizações farmacoterapêuticas. Além disso, é apresentada uma análise crítica desta classe de medicamentos, abordando os principais desafios terapêuticos e as perspetivas futuras, com base na literatura científica disponível.
- A importância das quinolonas: perspetivas futuras e os desafios da resistência bacterianaPublication . Junqueira, Sofia Ribeiro de Almeida Lopes; Cristiano, Maria de Lurdes dos SantosOs antibióticos foram a grande descoberta do século XX, tornando-se num dos pilares da medicina moderna. Com o aparecimento do ácido nalidíxico em 1962, foi descoberta uma nova classe de antibióticos, as quinolonas, que desde então tem crescido tornando-se num grupo de antibacterianos sintéticos com uma grande importância clínica, de que se destaca a ciprofloxacina, a levofloxacina e a moxifloxacina. As quinolonas com atividade antimicrobiana estão distribuídas por quatro gerações, com base no espetro de atividade e no seu perfil farmacocinético. A estrutura geral das quinolonas incorpora um grupo oxo na posição 4 e um grupo ácido carboxílico na posição 3, ambos relevantes para a atividade farmacológica. As várias gerações de quinolonas distinguem-se essencialmente pelos substituintes nas posições 1, 6 e 7. Muitas das modificações na estrutura têm impacto tanto na atividade farmacológica como na toxicidade. Um dos problemas destes fármacos, e que limitou o seu uso, é a possibilidade de provocarem efeitos colaterais que, embora raros, podem ser muito graves. As quinolonas são agentes bactericidas que atuam por meio da inibição de duas topoisomerases do tipo II: a DNA girase e a DNA topoisomerase IV. São eficazes contra uma ampla gama de infeções bacterianas, bem como outras infeções microbianas, e terapêuticas não micogénicas. Um dos problemas desta classe farmacológica é a crescente seleção para bactérias multirresistentes sendo vários os mecanismos de desenvolvimento de resistências. A crescente investigação nesta área tem dado origem a novas quinolonas com propriedades farmacológicas otimizadas e alternativas aos fármacos desta classe, destacando-se os inibidores da topoisomerase não quinolónicos e compostos híbridos. A presente dissertação tem como objetivo elaborar uma revisão da literatura sobre a importância farmacológica das quinolonas, enfatizando a influência da estrutura química tanto nas propriedades farmacológicas como na toxicidade e com enfoque no desenvolvimento de novos fármacos eficazes contra infeções por estirpes bacterianas multirresistentes.
