Browsing by Author "Rolo, Joana Filipa"
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- Utilização de polímeros de origem marinha na nanotecnologia farmacêuticaPublication . Rolo, Joana Filipa; Fonte, PedroA nanotecnologia é uma das tecnologias mais promissoras do século XXI e o seu papel é especialmente importante na administração de fármacos, solucionando alguns problemas relacionados com as formas farmacêuticas convencionais. Assim, a nanotecnologia farmacêutica possibilita a veiculação de fármacos em sistemas nanotecnológicos que, por sua vez, proporcionam a vetorização do fármaco para o local alvo do organismo, onde a sua libertação pode ocorrer de forma controlada e prolongada, promovendo então o aumento da segurança e eficácia terapêutica. Entre os vários nanossistemas, as nanopartículas poliméricas têm sido alvo de muitos estudos, uma vez que as suas propriedades físico-químicas únicas tornam estas estruturas com grande potencial para muitas aplicações na indústria farmacêutica. As nanopartículas poliméricas podem ser produzidas a partir de uma variedade de polímeros, quer de origem sintética ou de origem natural. O ambiente marinho constitui um grande ecossistema, sendo considerado uma das maiores e mais importantes fontes de materiais naturais. De entre os biomateriais, os polímeros marinhos e os seus derivados têm sido propostos para o desenvolvimento de sistemas de administração de fármacos, especialmente de nanopartículas poliméricas, tirando partido do seu elevado potencial de biocompatibilidade, biodegradabilidade, reduzida toxicidade e imunogenicidade e das várias propriedades biológicas que lhe estão associadas. Os polímeros marinhos mais estudados em nanotecnologia farmacêutica são o quitosano, o ácido hialurónico, o sulfato de condroitina, a carragenina, o fucoidano, o alginato e o colagénio. Esta dissertação teve como objetivo apresentar as potencialidades da utilização de polímeros de origem marinha em nanotecnologia farmacêutica, nomeadamente no desenvolvimento de nanopartículas poliméricas. De um modo geral, os diversos estudos apresentados demonstraram resultados bastante positivos, no que diz respeito à performance in vitro e in vivo das nanopartículas. No entanto, serão necessários estudos de toxicidade a longo prazo para avaliar a sua aplicação na prática clínica.
