Percorrer por autor "Santos, Hugo Nascimento"
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- Perturbação de hiperatividade com défice de atenção (ADHD): uma revisão atual e perspetivas sobre o futuro do tratamento farmacológicoPublication . Santos, Hugo Nascimento; Matos, Carlos Adriano Albuquerque Andrade deA perturbação de hiperatividade com défice de atenção (ADHD, do inglês attention deficit hyperactivity disorder) é uma das patologias neurológicas mais prevalentes em pediatria, caracterizando-se por sintomas de inatenção e hiperatividade e/ou impulsividade que conduzem a impedimentos sociais, académicos e profissionais. Compostos ativos derivados da anfetamina como o metilfenidato constituem a terapia farmacológica de primeira linha, devido à sua elevada eficácia na atenuação deste distúrbio. Contudo, limitações tais como efeitos adversos, a potencialização de comorbidades e contraindicações em determinados indivíduos tornam necessária a disponibilidade de alternativas farmacológicas. Alternativas como a atomoxetina e fármacos não estimulantes, como a guanfacina e clonidina, são utilizados como tratamento de segunda linha, no entanto demonstram eficácia inferior e latência de várias semanas no início de ação. Este trabalho de dissertação tem como objetivos a compilação das terapias farmacológicas atualmente aprovados para o tratamento da ADHD, assim como a apresentação de fármacos recentemente aprovados e/ou em desenvolvimento. O trabalho procura comparar estes fármacos quanto ao seu efeito terapêutico, perfil de segurança, e tolerabilidade, de forma a avaliar a possibilidade de uma futura alteração na farmacoterapia deste distúrbio. O desenvolvimento de novos fármacos como a centanafadina e a aprovação da viloxazina para o tratamento deste distúrbio pela FDA refletem o crescente interesse no papel da neurotransmissão serotoninérgica, no controlo da atenção, impulsividade, e regulação emocional. A viloxazina demonstra uma eficácia terapêutica semelhante a outros fármacos de segunda linha, com um perfil de segurança mais favorável comparativamente à atomoxetina. Ensaios clínicos recentes demonstram que a centanafadina apresenta um efeito terapêutico semelhante ao metilfenidato em adultos, com melhor tolerabilidade. No entanto, ensaios comparando estes fármacos diretamente são necessários de forma a aferir sobre os seus efeitos em pediatria a longo prazo. Por outro lado, a aprovação recente da associação serdexmetilfenidato/dexmetilfenidato pela FDA representa uma alternativa de toma única diária a formulações de libertação prolongada de metilfenidato, com um início de ação rápido (30 minutos) e um efeito com uma duração mais prolongada de 13 horas. Palavras-chave: Perturbação de hiperatividade com défice de atenção; Farmacoterapia; Neurofarmacologia; Metilfenidato.
