Percorrer por autor "Silva, Camila Caroline Zeni"
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- Poluentes alvo de preocupação emergente em águas residuais urbanas tratadas e no meio recetor: o cenário de Portugal na última décadaPublication . Silva, Camila Caroline Zeni; Silva, Manuela Moreira; Rebelo, AnabelaA evolução demográfica do planeta e os atuais padrões de consumo, exigem uma gestão eficiente e sustentável dos recursos naturais, e em particular da água, de forma a não se comprometerem as necessidades das gerações futuras. A evolução tecnológica das últimas décadas colocou no mercado produtos que se veio a perceber serem nefastos para o ambiente e para a saúde pública. À medida que se desenvolveram novas valências analíticas, algumas dessas substâncias começaram a ser quantificadas e foram-se aprofundando estudos sobre os danos que causavam em diversos organismos, incluindo nos humanos. Surgiram assim os Poluentes de Preocupação Emergente (PPE), que se têm vindo a quantificar em diversos tipos de água, nomeadamente em efluentes urbanos tratados e em águas superficiais. No cenário de seca que Portugal tem vindo a atravessar, mais acentuado nos últimos anos, o uso de Água para Reutilização (ApR) pode constituir uma origem alternativa importante, para suprir algumas necessidades hídricas (sobretudo) não potáveis, sendo considerada uma prioridade no atual Plano de Eficiência Hídrica. Neste estudo, utilizaram-se dados disponíveis no Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) e outros fornecidos pela APA, para se avaliar a presença de três PPE (nonilfenóis, ftalato e diclofenac) de 2010 a 2021 em massas de água nas 8 Regiões Hidrográficas (RH) de Portugal Continental, assim como em efluentes tratados pelas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) urbanas com mais de 100 000 p.e. das diferentes RH. Verificou-se que os nonilfenóis e ftalato existem frequentemente nos efluentes tratados, e que estão em concentrações mais elevadas nas massas de água das RH onde a pressão antrópica (urbanística, agrícola e industrial) é mais acentuada. O diclofenac quantificou-se em concentrações mais elevadas no Rio Tejo e nas Ribeiras do Oeste, seguindo-se no Rio Douro, coincidindo com os maiores aglomerados populacionais do país. Não houve um padrão definido de evolução temporal dos PPE nos meios recetores. Por outro lado, este estudo mostrou que, a eliminação dos PPE nos efluentes urbanos tratados é necessária, uma vez que a descarga direta destes efluentes nas águas superficiais, podem constituir uma ameaça aos ecossistemas aquáticos e a limitação ao aumento do uso de ApR.
