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- Avaliação neuropsicológica em diabéticos tipo 2 - controlo metabólico e anos de diagnósticoPublication . Gonçalves, Glória do Carmo Vel Manuel; Faísca, LuísA Diabetes Mellitus tipo 2 é uma doença crónica aliada ao controlo glicémico, com especial incidência a partir dos 50 anos, e propícia a causar prejuízos cardiovasculares, retinopatia, neuropatia periférica e enfermidades cardíacas. Doentes com Diabetes Mellitus tipo 2 apresentam também uma maior propensão a alteração nas funções cognitivas. Tendo por base estudos que corroboram a hipótese de comprometimento cognitivo, a presente investigação teve como objetivo verificar, através da análise de processos médicos e de avaliação neuropsicológica, se o nível de controlo glicémico de doentes adultos com Diabetes Mellitus tipo 2 se associa ao seu nível de desempenho cognitivo. Para tal, avaliaram-se as funções cognitivas de 61 sujeitos com Diabetes Mellitus tipo 2, procurando encontrar associação entre o desempenho alcançado em provas de memória, atenção, velocidade de processamento e funções executivas e indicadores sanguíneos de estabilidade dos níveis de glicémia, com a utilização do registo de hemoglobina glicada. Ficou apurado que, para a maioria das provas aplicadas, as correlações com os indicadores de controlo glicémico são ténues e estatisticamente não significativas. Com os resultados obtidos não foi possível demostrar a existência de uma associação entre a irregularidade dos níveis de glicémia de doentes com Diabetes Mellitus tipo 2 e uma maior incidência de comprometimento cognitivo.
- A produção de memórias falsas espontâneas associada ao formato de apresentação do material auditivo-verbalPublication . Nogueira, Tatiana Soledade dos Santos; Silva, DinaAs memórias falsas constituem a recordação de eventos não presenciados ou lembranças distorcidas do sucedido em algum evento. O paradigma DRM constitui o instrumento mais utilizado para a produção de memórias falsas em laboratório, a utilização de versões alternativas ao paradigma DRM a partir da conversão do formato de listas em histórias pode influenciar a ocorrência de memórias falsas. Objetivo: Pretendemos comparar se o formato de apresentação dos estímulos influencia a evocação ou reconhecimento de memórias falsas, analisando igualmente o possível contributo do fator idade. Método: Para este efeito manipulou-se a produção de memórias falsas em jovens adultos e adultos mais velhos a partir de estímulos neutros. Os participantes realizaram duas tarefas de evocação e uma tarefa de reconhecimento. Resultados: Relativamente à evocação de itens falsos apenas observámos diferenças entre a história e lista árvore, com mais itens falsos na lista. Quanto à ativação do item crítico verificámos diferenças entre a história árvore e a lista caneta, que evidenciou mais memórias falsas. Ao compararmos listas com diferentes percentagens de indução observámos diferenças na lista árvore e lista cidade, com mais itens falsos na lista árvore. Apenas verificámos um possível efeito da condição (história vs. lista) na evocação imediata dos estímulos carro onde os jovens adultos evidenciam um melhor desempenho. Os dois grupos não diferem em relação ao seu desempenho mnésico (evocação de itens verdadeiros) para a maioria dos estímulos, sendo exceção a lista caneta onde os jovens adultos tiveram um desempenho superior. Conclusões: A diferença verificada para os itens falsos com o mesmo tema árvore pode sugerir um efeito da condição, uma vez que a lista evidencia mais itens falsos. Quanto à ativação do item crítico foram observadas diferenças entre materiais de temas distintos, mas de igual indução, com efeito numa ativação do item crítico mais evidente na lista caneta. A história parece facilitar a recuperação de itens verdadeiros no entanto, este efeito parece apenas surgir em materiais de fácil identificabilidade temática.
