Browsing by Issue Date, starting with "2018-05-07"
Now showing 1 - 2 of 2
Results Per Page
Sort Options
- Desempenho cognitivo em diferentes períodos de abstinência no alcoolismo: um estudo transversalPublication . Nóbrega, Joana Carolina Câmara; Silva, Dina Lúcia Gomes daA disfunção cognitiva associada à dependência de álcool tem sido extensivamente documentada. Contudo, a literatura permanece ambígua relativamente às funções cognitivas que estão mais comprometidas nas perturbações de uso de álcool (PUA) e como a duração da abstinência afeta a sua recuperação. A literatura também permanece inconclusiva relativamente aos fatores que influenciam a especificidade, extensão e gravidade dos défices observados nesta população. Este estudo reuniu estas duas tendências de investigação e procurou compreender as diferenças no funcionamento cognitivo de alcoólicos abstinentes e analisar como a duração da abstinência influencia o potencial de recuperação cognitiva, assim como avaliar a influência de dois fatores de risco para disfunção cognitiva nas PUA, nomeadamente, o número de desintoxicações e a idade de início de PUA. Os 43 indivíduos avaliados foram comparados com base na duração da abstinência: curto-prazo (ACP; < 1 mês), médio-prazo (AMP; > 1 mês e < 1 ano) e longo-prazo (ALP; > 1 ano) e comparados a um grupo de controlo. Os participantes foram ainda comparados pelo número de desintoxicações (< 2 DETOX; ≥ 2 DETOX) e por grupos etários de início de PUA (< 15 anos; 16-19 anos; 20-25 anos; > 25 anos). Foram avaliados nos domínios da atenção, memória, aprendizagem associativa, capacidades visuoespaciais e visuoconstrutivas, linguagem, fluência verbal, funções executivas e raciocínio abstrato. Os resultados sugerem que a atenção se encontra comprometida num período inferior a um ano e que há potencial de melhoria cognitiva com abstinência prolongada. O número de desintoxicações teve uma influência moderada no desempenho na flexibilidade mental. A idade de início de PUA não evidenciou influência significativa no funcionamento cognitivo. Estes resultados suportam a hipótese de disfunção cerebral difusa, sugerem que a disfunção cognitiva pode se abater após um ano de abstinência e argumentam que um maior número de desintoxicações tem um efeito ligeiro na cognição.
- Poderá o processamento emocional comprometer a relação empática com os outros na doença de Parkinson?Publication . Ferreira, Margarida Brites; Reis, AlexandraA literatura descreve como parte decorrente da progressão da doença de Parkinson (DP) alterações cognitivas e emocionais. Dada a existência deste comprometimento ao nível emocional nesta população, considerámos a importância de o relacionar com a empatia – outro aspeto também essencial da interação humana. Neste sentido, procurámos nesta investigação relacionar as alterações do reconhecimento emocional, nomeadamente a dificuldade de identificação de emoções específicas já descritas nesta população, com a possibilidade da existência de alterações do envolvimento empático com terceiros. O objetivo deste estudo é investigar se as alterações do reconhecimento de expressões emocionais faciais reportadas em doentes de Parkinson podem estar associadas a uma diminuição empática. Participaram neste estudo 21 adultos saudáveis e 17 doentes de Parkinson com idades compreendidas entre os 48 e 76 anos. Para a análise das medidas em estudo, o desempenho dos participantes de ambos os grupos foi avaliado recorrendo a um instrumento de avaliação da empatia, o Questionário de Empatia (QE) e a uma bateria para avaliação do reconhecimento de emoções faciais (FAB). Os resultados evidenciam que apesar de não significativo, o grupo DP obteve um desempenho inferior nos vários subtestes de reconhecimento de emoções faciais, em particular nas emoções de raiva e tristeza onde se registaram mais erros de identificação. Porém, no que diz respeito aos resultados obtidos através do questionário de empatia os grupos obtiveram um desempenho equivalente. Genericamente os nossos resultados sugerem a presença de um compromisso no reconhecimento de determinadas emoções no grupo de doentes com DP que, no entanto, não se associa à capacidade empática.
