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- Well-being during the covid-19 pandemic? - perceptions, behaviors, economic and health concerns of the youth population: a comparative study of Ghana and PortugalPublication . Amable, Gladstone; Ferreira, Lara NA pandemia de COVID-19 alterou a vida das pessoas de maneira inédita como resultado dos efeitos diretos e indiretos da doença. Estas alterações são susceptíveis de ter tido um efeito único sobre a saúde mental. Na verdade, cada governo deve desenvolver formas de mitigar o impacto da pandemia, incluindo programas que incluam iniciativas em termos de saúde ou comerciais, mas também a relativas à condição socioeconómica e à qualidade de vida da população em geral. Em Portugal, o sistema de saúde não foi totalmente equipado para lidar com a pandemia. O Governo tentou diversificar o fornecimento de equipamentos médicos, incentivando a indústria nacional, a aquisição de equipamento via União Europeia e contratos públicos, e a importação de equipamento. Muitas empresas portuguesas mudaram o seu foco para a produção de material de proteção, sanitário e de equipamentos médicos, a fim de satisfazer a todos os públicos e a procura privada. Os jovens trabalhadores e que os indivíduos que auferiam salários mais baixos foram especialmente afetados, com os rendimentos familiares a descerem especialmente entre os trabalhadores com salários mais baixos. A esperada crise económica vai ter graves, consequências para a saúde, tanto a curto, como a longo prazo Após o surto de COVID-19, um estudo constatou que 21,6 por cento dos residentes em Portugal já estavam em risco de cair na pobreza. É, também, de realçar que a pandemia levou a um aumento do consumo de bebidas alcoólicas, estimulantes, bebidas, drogas ilícitas, tendo também aumentado as prescrições de medicamento para tratar a ansiedade, a depressão e distúrbios do sono. É de esperar que estes novos hábitos levem a ao aumento da violência doméstica, doenças mentais, e uma diminuição da qualidade de vida. Portugal está a enfrentar atualmente um dos maiores picos relativos às pandemia, onde o número de casos novos e de mortes relacionadas com a COVID-19 têm continuado a crescer de forma alarmante. A forma como o Gana abordou os primeiros casos e tentou rastrear os novos casos, permitiu a rápida identificação de centenas de casos. A pandemia de COVI-19 teve um impacto substancial sobre a situação socioeconómica no Gana. Estima-se que cerca de 42.000 pessoas tenham perdido os seus empregos nos primeiros dois meses da pandemia A indústria turística perdeu cerca de 169 milhões de euros, nos últimos três meses, tendo também tido uma influência desastrosa sobre as populações, os seus negócios e sobre a economia local. Cerca de 770.000 trabalhadores (de 25,7 por cento da força de trabalho total) viram os seus salários reduzidos e mais de 42.000 pessoas foram demitidas. A pandemia teve um efeito significativo sobre as empresas Ganesas, lavando a reduções de pessoal, ou lay-offs. O bem-estar compreende o bem-estar mental, um alto nível de satisfação com a vida, um sentimento de propósito ou significado, e a capacidade para lidar com o stresse. A literatura mostra que a felicidade das pessoas é influenciada pelas suas próprias circunstâncias e decisões de estilo de vida. O bem-estar económico ocorre quando o mercado de trabalho proporciona oportunidades de trabalho com remuneração adequada . Por outro lado, ter uma saúde boa e desfrutar de uma vida mais ativa é necessário para lidar com o stress.. Os cuidados pessoais e um estilo de vida equilibrado são também essenciais para o bem-estar físico. Investigação recente mostrou (Chauke et al.,2021) que alguns jovens africanos têm mostrado sentimentos diferentes em relação ao vírus, com alguns a acreditar que é um e vírus criado pelo homem e com muitas dúvidas sobre a vacina. Outro estudo realizado por Silva et al. (2020) analisou a compreensão dos jovens nigerianos sobre a COVID-19, bem como as suas perceções sobre o sistema nacional de saúde.De acordo com os resultados, os jovens nigerianos têm uma impressão negativa do sistema de saúde e da forma como o governo está a gerira crise motivada pelo vírus. Tendo em conta as diferenças existentes na forma como os governos geriram a crise pandémica e a forma como essa forma diferente poderá ter afetado o bem-estar das populações, considerou-se importante estudar e comparar a situação em dois países, um africano e outro europeu. Assim, este estudo visa investigar como o bem-estar da população jovem tem sido afetado pela pandemia de COVID-19. Tem ainda como objetivo estudar a perceção sobre a COVID-19, os comportamentos económicos e as preocupações com a saúde da população jovem ganesa em comparação com a portuguesa. Foi realizada uma pesquisa quantitativa, tendo sido selecionados, 655 indivíduos para o estudo, utilizando o método de amostragem de bola de neve. A recolha de dados foi realizada utilizando um questionário, aplicado através da internet em fevereiro de 2022, tendo os dados sido analisados utilizando os softwares estatísticos SPSS (versão 26) e Stata 15. Os resultados demonstram que a COVID-19 foi identificada como um vírus chinês por 48,9% dos entrevistados do Gana e por 52,6% dos entrevistados portugueses. A maioria dos entrevistados estão conscientes das ameaças. Em Portugal, quase metade (43.7%) dos entrevistados disseram que o vírus os ajudou a ficar mais fortes e saudáveis, enquanto uma percentagem baixa (14,6%) disse que as medidas tomadas pelos seus governos são boas. Os resultados mostram ainda que o caminho COVID-19 BWB produzido foi muito forte e positiva e estatisticamente significativo (Coef = 0.917; Z = 63.74; P > [z] = 0.000). O caminho COVID- 19 HlthCon (estado de saúde), teve também uma relação forte positiva e significativa (coef = 0.829; Z = 39.87; P > [z] = 0.000). O caminho COVID-19 EWB (bem-estar económico) resulta numa relação positiva e estatisticamente significativa (coef = 0. 934; Z = 66.45; P > [z] = 0.000). Em contraste com Portugal, o Gana mostrou uma forte influência positiva da COVID-19 em relação ao bem-estar, aos comportamentos e à preocupação com a saúde. O estudo concluiu que a COVID-19 foi considerada como um vírus chinês tanto pelos jovens ganenses, como pelos portugueses. A abordagem do Gana, em relação à preocupação com a saúde, o bem-estar económico e comportamental da população jovem são melhores do que as de Portugal, levando a que a juventude da população do Gana tenha uma melhor satisfação e bem estar.
