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Em 2022, o baixo-relevo romano incompleto em mármore representando o banquete entre os deuses Mithras e Helios e parte da tauroctonia ou sacrifício do touro, duas cenas primordiais dos Mistérios de Mithras, descoberto em Tróia (Ruínas romanas de Tróia, Grândola, Portugal) na década de 20 do século XX, esteve patente ao público, pela primeira vez, no Museu Saint-Raymond, em Toulouse, França, na exposição internacional Le Mystère Mithra. Plongée au coeur d’un culte romain. Esta peça tem conhecido uma vivência dupla, o original em posse de privados e a réplica, até recentemente disponível na exposição Religiões da Lusitânia - Loquuntur Saxa, no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa. Apesar de descoberto há 100 anos por Inácio Marques da Costa no norte da península de Tróia em frente à cidade de Setúbal, no estuário do Sado, o baixo-relevo ainda encerra muitas incógnitas. O valor iconográfico e a qualidade artística reconhecidos ao baixo-relevo levou a que especialistas sugerissem a sua produção fora da província romana da Lusitânia e mesmo da Península Ibérica. A este respeito, as análises ao mármore do baixo-relevo (2020) identificando-o como sendo proveniente do Anticlinal de Estremoz, na Lusitânia (actualmente, o Alentejo, Portugal) apontam para que a sua produção seja provincial e não uma importação. A localização estratégica de Tróia, um centro industrial de produção de salgas de peixe a laborar desde o século I, um porto localizado entre o oceano, o rio e as terras, deu-lhe acesso às “vias do mármore” que, cruzando o Anticlinal de Estremoz lhe disponibilizaram este recurso. Neste texto pretende-se revisitar o baixo-relevo contribuindo para um melhor conhecimento de Mithras em Tróia na Antiguidade.
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Ruínas romanas de Tróia (Portugal) Baixo-relevo mitraico de Tróia Anticlinal de Estremoz
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CEAACP / CIEBA