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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Após os cuidados tidos com os locus sepulturae, comprovados por dados epigráficos
e pela literatura clássica de época imperial, uma profunda alteração na organização
de muitas necrópoles e espaços de enterramento surge a partir do século quarto. Esta
mudança resulta da gradual decadência dos modelos de gestão imperiais, mas também
da afirmação de uma nova perspetiva de entendimento do universo mental e religioso.
Do ponto de vista arqueológico, agora existem novas realidades na deposição sepulcral
e na topografia funerária, quer em áreas urbanas, quer rurais, que são sintomas de novas
conceções religiosas no mundo como a vida além‑túmulo é concebida. Contudo, também
evidenciam mudanças nos poderes e formas de gestão social, e mesmo na desregulação
da ars moriendi, típica de um momento de grandes conflitos religiosos e mentais.
A transição observada em certos espaços sepulcrais na Hispania, o comportamento de
práticas funerárias pagãs na sua relação com os loci sepulturae cristãos ou a discussão
sobre os seus conteúdos e significados em época de grandes ambiguidades e temores,
são os principais temas tratados no presente estudo. Argumenta‑se que, ao invés de uma
cristianização de templos rurais no século v ou vi e sua conversão para igrejas cristãs, o
que ocorre é a apropriação destes loci sacer para a deposição funerária cristã, num tempo
em que os teólogos e a hierarquia da Igreja desvalorizavam e não punham constrangimentos
aos rituais de deposição funerária dos seguidores de Cristo.
Descrição
Palavras-chave
Antiguidade tardia Templos rurais Áreas sepulcrais Cristianização Late antiquity Rural temples Burial areas Christianization
Contexto Educativo
Citação
Editora
Imprensa da Universidade de Coimbra
