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Authors
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Abstract(s)
SĆ£o muitos os exemplos de fazedores de tempestades que povoam a literatura
tradicional oral. No entanto, a partir de alguns exemplos de fazedores de tempestades
que não gozam da fama, por exemplo, do mitológico Thor, proporemos no presente
artigo uma sƩrie de motivos aplicƔveis a todos eles.
Este artigo explora os métodos de expulsão do mal, centrando-se nas relações que
ele estabelece com a Ôgua/tempestade/mar, o canto e o metal. De aà que, depois de
uma breve introdução ao papel que tais elementos exercem, procuremos determinar
as funƧƵes que exercem sobre os seres malignos e os fazedores de tormentas. Da parte principal deste estudo, extrairemos uma conclusĆ£o de carĆ”cter social e literĆ”rio. Por fim, e em apĆŖndice, acrescentamos uma aparente excepção pertencente Ć literatura oral japonesa, para a qual indicamos um muito possĆvel precedente e influĆŖncia directa. Tal aparente excepção mais nĆ£o faz que levar-nos a uma reflexĆ£o mais geral sobre a utilidade que a literatura popular oferece a uma comunidade e/ou sociedade.
