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Orientador(es)
Resumo(s)
Efectuou-se a ultrafiltração (UF), à escala laboratorial, de águas bruta e decantada da ETA de
Alcantarilha para avaliar se, para águas turvas, o ajuste de pH pode substituir o pré-tratamento
convencional (pré-ozonização/clarificação) à UF, na produção de água para consumo humano. A água
bruta (30-40NTU, UV254nm (indicador de substâncias húmicas) 0.30–0.32cm-1 e COT 2.78–8.02mgC/l)
foi permeada a diferentes valores de pH: 4.13, 7.60 (pH natural da água) e 8.33. A água decantada
(2.9–5.1NTU, UV254nm 0.03–0.05cm-1 e COT < 3.5mgC/l) foi permeada a 7.48 (pH natural da água). Os
resultados mostram que o ajuste de pH aumenta o desempenho da UF directa de águas turvas: os
fluxos da UF directa, particularmente a pH básico, aproximam-se dos fluxos de água decantada e a
turvação residual da água é equivalente à da UF com pré-tratamento convencional. Relativamente à
MON, por acção da pré-ozonização, a presente na água decantada tem um peso molecular inferior e é
mais hidrofílica. Assim, a UF directa produz uma água com maior concentração em substâncias
húmicas (apesar das rejeições serem maiores), enquanto que em termos de COT a qualidade da água
ultrafiltrada a pH ácido é semelhante à produzida por UF de água decantada. Em conclusão, o ajuste
de pH parece viabilizar a UF directa de águas superficiais turvas. O efeito do pH é justificado por
alteração da carga e tamanho da MON e das interacção membrana – matéria colmatante.
Descrição
Palavras-chave
Ultrafiltração Águas para consumo humano Ajuste de pH Matéria orgânica natural Pré-tratamento
Contexto Educativo
Citação
Margarida Ribau Teixeira; Lucas, Helena; Rosa, Maria João. Ultrafiltração directa de águas superficiais turvas na ETA de Alcantarilha. Trabalho apresentado em 6º Congresso da Água. In Actas do 6º Congresso da Água, Porto, 2002.
Editora
Associação Portuguesa de Recursos Hídricos (APRH)
